Mais de 1.200 pessoas foram presas em 9 dias durante as manifestações contra a inflação e a desvalorização da moeda localMais de 1.200 pessoas foram presas em 9 dias durante as manifestações contra a inflação e a desvalorização da moeda local

Protestos no Irã somam ao menos 35 mortos

2026/01/06 20:49

As manifestações no Irã chegaram ao 9º dia na 2ª feira (5.jan.2026) com ao menos 35 mortos. Segundo a HRANA (Human Rights Activists News Agency), 29 manifestantes morreram desde o início dos protestos.

De acordo com a agência AP, além dos manifestantes, 4 crianças e 2 integrantes das forças de segurança também morreram. A HRANA afirma ainda que 1.203 pessoas foram presas durante as mobilizações.

Os atos já se espalharam por 88 cidades de 27 províncias do país, com registros em 257 localidades. A organização afirma que os dados são reunidos por uma rede de ativistas iranianos e consolidados a partir de informações verificadas localmente.

Em comunicado divulgado na noite de 2ª feira, a agência estatal iraniana Fars disse que cerca de 250 policiais e 45 integrantes da Basij, força composta por voluntários ligados à Guarda Revolucionária, ficaram feridos nos confrontos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que Washington reagirá caso Teerã mate manifestantes pacíficos. A fala provocou reações de autoridades iranianas, que passaram a mencionar a possibilidade de ataques a tropas norte-americanas no Oriente Médio, segundo o Euronews.

As declarações ganharam peso após a captura, no sábado (3.jan), do presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) por forças dos Estados Unidos, episódio citado por Teerã como sinal de escalada regional. O Irã posicionou-se contrário à ação norte-americana.

Segundo a HRANA, os protestos atuais são os maiores no Irã desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, então com 22 anos, sob custódia policial, desencadeou manifestações em todo o país. A jovem havia sido detida por descumprir regras sobre o uso do hijab.

Embora ainda não tenham atingido a mesma intensidade e abrangência das mobilizações 2022, as manifestações seguem ativas. A avaliação do alcance é dificultada pela escassez de informações na mídia estatal. Vídeos que circulam nas redes mostram registros breves de pessoas nas ruas e sons de disparos, sem um panorama completo da situação.

A cobertura jornalística também enfrenta restrições. Profissionais da imprensa precisam de autorização para se deslocar pelo país e correm risco de perseguição ou detenção. Ainda assim, segundo relatos compilados pela HRANA, os atos continuam, mesmo após declaração do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que afirmou no sábado que “os rebeldes devem ser colocados no seu lugar”.

REPÚBLICA ISLÂMICA

A situação econômica do Irã tem se deteriorado há anos com o encarecimento e a escassez desenfreada de produtos básicos, além da desvalorização crônica da moeda. De acordo com o Centro de Estatísticas, os preços, em dezembro de 2025, aumentaram, em média, 52% em comparação com o ano anterior.

O rial, moeda nacional, perdeu em 2025 mais de 1/3 de seu valor perante o dólar, enquanto a hiperinflação de 2 dígitos corrói o poder aquisitivo dos iranianos.

Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, afirmou que “qualquer tentativa de transformar os protestos em um instrumento de insegurança, de destruição de bens públicos ou da instalação de cenários concebidos no exterior será inevitavelmente seguida de uma resposta firme”.

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