A matrícula do imóvel é a certidão de nascimento da propriedade e o documento mais importante na análise de um leilão. Ler e interpretar corretamente esse papel é a única forma de garantir a segurança jurídica do seu investimento e evitar surpresas desagradáveis no futuro.
Este documento narra toda a história do bem, desde sua construção até o proprietário atual. Nele constam as descrições físicas, metragens, quem comprou, quem vendeu e, principalmente, quais os ônus que recaem sobre ele. É a “verdade real” sobre a situação jurídica da casa ou apartamento.
A importância de analisar a matrícula do imóvel antes de participar de um leilão
No contexto de leilões, a matrícula revela se o imóvel realmente pertence ao executado (devedor) e se existem outras penhoras de processos trabalhistas ou fiscais. Sem essa análise, você está dando um tiro no escuro.
Você deve procurar por termos como “usufruto”, “hipoteca”, “indisponibilidade” ou “locação averbada”. Um usufruto vitalício, por exemplo, pode impedir que você tome posse do imóvel mesmo após arrematá-lo, tornando o investimento inviável para curto ou médio prazo.
Outro ponto de atenção são as penhoras trabalhistas. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), créditos trabalhistas têm preferência, e entender a ordem das dívidas na matrícula é vital. O portal do CNJ oferece diretrizes sobre a prioridade de créditos em execuções.
Pontos de atenção na leitura:
A matrícula é um documento público e pode ser solicitada por qualquer pessoa no Cartório de Registro de Imóveis onde o bem está registrado. Hoje, é possível pedir a certidão digitalmente através de centrais eletrônicas de registradores, sem sair de casa.
Para entender a fundo o documento mais importante de uma transação imobiliária, confira a explicação do Portal VGV – Tudo sobre Incorporação Imobiliária. No vídeo, o especialista esclarece o que é a matrícula do imóvel, porque ela funciona como a “identidade” da propriedade e quais informações cruciais ela revela antes de fechar um negócio:
Nunca confie apenas na matrícula anexada ao edital do leilão se ela for muito antiga (mais de 30 dias). A situação jurídica pode mudar em semanas, e ter a certidão atualizada é um passo básico de diligência prévia.
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Em regra, a arrematação em leilão judicial é uma forma de “aquisição originária”, o que significa que o bem deve ser entregue livre de ônus anteriores (com exceções). No entanto, a baixa dessas penhoras na matrícula não é automática; depende de ordem do juiz e paciência do arrematante.
A Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73), disponível no portal do Planalto, rege esses atos. É dever do advogado do investidor peticionar ao juiz para que expeça os mandados de cancelamento das penhoras antigas.
| Termo Técnico | Significado Prático |
| Registro | Transfere a propriedade (ex: Compra e Venda). |
| Averbação | Altera a situação do imóvel ou pessoas (ex: Penhora, Casamento). |
| Prenotação | Garante prioridade na fila do cartório. |
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