O Nordeste brasileiro consolidou-se em 2026 como a maior fronteira energética do país, impulsionando a “Profissão do Vento”. Com o avanço dos parques eólicos, o Técnico de O&M (Operação e Manutenção) tornou-se um dos profissionais mais requisitados, unindo tecnologia de ponta, trabalho de campo e uma remuneração inflacionada por adicionais de risco.
A pergunta que muitos fazem é: “Como se mantém uma máquina de 100 metros de altura?”. O Técnico de O&M é o responsável por essa tarefa. Ele atua na manutenção preventiva e corretiva das turbinas, lidando com sistemas hidráulicos, mecânicos e eletrônicos complexos. O trabalho exige fôlego, pois, apesar dos elevadores internos, muitas vezes é necessário realizar a escalada técnica para acessar a nacela (a “caixa” no topo da torre) onde ficam o gerador e os multiplicadores.
Além da manutenção mecânica, o Técnico Eletromecânico de Renováveis monitora o desempenho da turbina via sistemas digitais. Ele analisa vibrações, temperatura e ruídos para prever falhas antes que o aerogerador pare de girar. No Nordeste, especialmente em estados como RN, BA e CE, esse profissional é a peça-chave para garantir que o vento constante se transforme em faturamento ininterrupto para as concessionárias de energia.
Manutenção de turbinas eólicas combina trabalho em altura com carreira sólida no setor energético
Uma das funções mais específicas e bem pagas deste mercado é o Especialista em Pás (Blade Technician). As pás eólicas, feitas de materiais compostos como fibra de vidro e resina, sofrem erosão severa devido ao impacto de insetos, poeira e intempéries. O especialista realiza reparos estruturais e estéticos, muitas vezes utilizando técnicas de acesso por corda (rapel industrial) a dezenas de metros do solo.
É um trabalho cirúrgico: o técnico deve aplicar camadas de resina e lixar a superfície para manter a aerodinâmica perfeita da pá. Qualquer irregularidade na superfície pode reduzir a eficiência da geração de energia ou causar vibrações perigosas na torre. Pela combinação de especialização química e coragem para o trabalho em altura, esses profissionais possuem uma das horas técnicas mais caras do setor de renováveis.
A remuneração no setor eólico é extremamente atrativa devido aos 30% de periculosidade (trabalho com eletricidade e altura) somados a diárias de campo e bônus por produtividade. Como muitos parques ficam em regiões remotas, as empresas oferecem pacotes de benefícios robustos para fixar o talento no interior.
| Cargo / Especialidade | Perfil de Trabalho | Renda Mensal Estimada |
| Técnico de O&M Jr | Manutenção Preventiva | R$ 4.500 – R$ 6.500 |
| Técnico Eletromecânico | Diagnóstico e Elétrica | R$ 6.000 – R$ 9.000 |
| Especialista em Pás | Reparo em Altura (Acesso por Corda) | R$ 8.000 – R$ 13.000 |
| Supervisor de Parque | Gestão de Equipe e Performance | R$ 14.000 – R$ 22.000 |
Manutenção de turbinas eólicas combina trabalho em altura com carreira sólida no setor energético
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Para ingressar nesta carreira, não basta o diploma técnico em Eletrotécnica ou Mecânica; as empresas exigem certificações internacionais de segurança. O selo GWO (Global Wind Organisation) é o padrão mundial e obrigatório. Ele garante que o profissional sabe realizar resgates em altura, prestar primeiros socorros em torres e combater princípios de incêndio em ambientes confinados.
Para quem deseja se especializar no reparo de pás, o próximo passo concreto é obter a certificação de Acesso por Corda (IRATA ou ANEAC) nível 1. Com esse conjunto de “cartões de acesso” nas mãos e a disposição para trabalhar em campo, o profissional garante uma carreira estável em um setor que cresce dois dígitos ao ano, impulsionado pela descarbonização da economia global.
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