Ibovespa hoje encerra em tom positivo com suporte de ações domésticas.
O Ibovespa hoje encerrou em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos, descolando-se do pessimismo de Wall Street enquanto investidores reagiam a decisões de juros e medidas fiscais.
O Ibovespa hoje apresentou uma trajetória de recuperação ao longo do pregão desta quinta-feira (19). Após iniciar o dia com perdas que chegaram a quase 2%, o principal índice da bolsa brasileira ganhou fôlego na reta final das negociações, fechando em tom positivo a 180.270,62 pontos. O movimento contrastou com o fechamento negativo dos principais índices em Nova York.
No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou o alívio doméstico e encerrou em queda de 0,59%, cotado a R$ 5,21. O recuo da moeda americana foi impulsionado por um breve alívio nos preços internacionais do petróleo e pela leitura do cenário local.
A decisão de política monetária divulgada na noite anterior pelo Comitê de Política Monetária (Copom) foi um dos principais guias para o mercado. O Banco Central reduziu a taxa Selic de 15,00% para 14,75% ao ano. Esta foi a primeira flexibilização monetária desde julho, vindo em linha com as expectativas dos analistas.
Apesar do corte, o comunicado do Comitê destacou que o ambiente externo permanece incerto, citando conflitos geopolíticos no Oriente Médio e a volatilidade nos preços de commodities. Os diretores reforçaram que o cenário exige cautela, especialmente para países emergentes, e mencionaram um distanciamento das projeções de inflação em relação à meta. Mesmo com a queda, o Brasil mantém o segundo maior juro real do mundo.
No campo político, o dia foi marcado pela confirmação de que Fernando Haddad deixará o Ministério da Fazenda para se candidatar ao governo de São Paulo, com Dario Durigan assumindo a pasta.
Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A medida foca em empresas que estariam descumprindo a tabela, entre elas grandes nomes como Ambev, Raízen, Cargill e Vibra.
A volatilidade marcou as ações da Hapvida (HAPV3). Os papéis chegaram a despencar 14% no início da sessão, passando por sucessivos leilões por oscilação máxima. No entanto, após a digestão dos dados do quarto trimestre de 2025 (4T25), as ações inverteram o sinal e lideraram as altas do índice, subindo 13,28%.
Por outro lado, a Minerva Foods (BEEF3) liderou as perdas do Ibovespa hoje, com queda de 10,23%. O mercado reagiu negativamente ao balanço trimestral e ao rebaixamento de recomendação por casas de análise. Entre as gigantes, a Petrobras fechou sem direção única: PETR3 subiu 0,37%, enquanto PETR4 recuou 0,19%, acompanhando a oscilação negativa do petróleo no fim do dia.
Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones (-0,44%), S&P 500 (-0,27%) e Nasdaq (-0,28%) fecharam no vermelho. O movimento foi motivado pela redução das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em 2026.
Na Europa, o Banco Central da Inglaterra manteve os juros em 3,75%, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) manteve sua taxa em 2%, alertando para a pressão inflacionária causada pelos preços de energia.


