O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou nesta quarta-feira (21), subindo 3,33%, aos 171.816,67 pontos. O índice renovou tanto seu recorde de fechamento como sua máxima intradiária (171.969,01 pontos).
Foi a primeira vez desde abril de 2025 que a Bolsa registrou alta diária superior a 3%. Também foi o maior avanço percentual desde abril de 2023.
A valorização na sessão foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou em rede social a suspensão de tarifas adicionais que entrariam em vigor em 1º de fevereiro para países europeus.
Ele também afirmou, durante discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, que busca “negociações imediatas” para a aquisição da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, e descartou o uso da força militar.
Na semana, o índice acumula alta de 4,26%. Com isso, o ganho no mês e no ano chega a 6,64%.
A pesquisa AtlasIntel indicou que, no segundo turno, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro caiu de 12 pontos porcentuais para 4,3 pontos porcentuais. O atual presidente segue liderando, com 49,2% das intenções de voto, contra 44,9% do senador.
Para agentes, o levantamento aumentou a percepção de competitividade eleitoral e reduziu parte do desconforto observado no mercado após o cancelamento de uma visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As ações mais pesadas da Bolsa operaram em forte alta, colaborando com o avanço do índice. Os papéis da Petrobras subiram 4,59% (PETR4) e 3,53% (PETR4), enquanto Vale avançou 3,02%. No setor financeiro, Itaú (PN) registrou alta de 4,38%.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Cogna (+10,96%), Yduqs (+8,91%) e C&A (+7,93%). Das 85 ações do Ibovespa, apenas a TIM (-1,11%) encerrou em queda.
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
O post Ibovespa: Bolsa sobe mais de 3%, renova recorde e atinge os 171 mil pontos apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


