O saldo da balança comercial do Brasil com a Venezuela registrou uma queda de 89,3% desde o pico histórico, alcançado em 2008. O superavit, que chegou a US$ 4,59 bilhões naquele ano, recuou para US$ 489 milhões em 2025.
O resultado reflete uma diminuição drástica do fluxo de comércio bilateral nas últimas duas décadas. Os dados constam na série histórica do sistema ComexStat, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O ano de 2008 marcou o auge das transações, quando o Brasil exportou US$ 5,13 bilhões e importou US$ 539 milhões do país vizinho.
As exportações caíram de US$ 5,13 bilhões no pico para US$ 838 milhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2025. A queda percentual nos embarques foi de 83,7%.
A participação da Venezuela no comércio exterior brasileiro tornou-se marginal. O país foi o 52º maior destino das exportações nacionais até novembro de 2025, com 0,24% de participação. Nas importações, a relevância é ainda menor: 61ª posição e fatia de 0,12%.
Nem no auge do comércio bilateral, em 2007 e 2008, a participação da Venezuela nas exportações do Brasil conseguiu romper os 3%: foi de 2,9% e 2,6% respectivamente.
A pauta exportadora brasileira, que já foi robusta e diversificada, hoje concentra-se em itens básicos.
Os produtos mais vendidos em 2025 foram:
Do lado das importações, o Brasil comprou US$ 349 milhões da Venezuela em 2025, uma redução em comparação aos US$ 422 milhões registrados em 2024.
Os produtos mais comprados em 2025 foram:
A instabilidade econômica da nação vizinha, que já sofria sanções dos Estados Unidos antes do ataque, impactou diretamente a capacidade de compra e a relação comercial. A Venezuela foi alvo de uma operação militar dos norte-americanos em 3 de janeiro de 2026. Resultou na captura do agora ex-presidente do país Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).


