O Santander Brasil anunciou que Gilson Finkelsztain, o atual CEO da B3, vai assumir o comando do banco até o fim de julho.
Gilson vai suceder Mario Leão, que está há quase 11 anos no banco – cinco como CEO.
Mario comunicou a Ana Patricia Botín no começo do ano que deixaria o cargo, dando início ao processo de sucessão.
Gilson – que assim como Mario começou sua carreira na escola Citibank, nos anos 90 – fazia parte do “mapa de sucessão” do banco e já havia sido cotado para suceder Sergio Rial em 2021, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal.
Não é uma mudança simples: o CEO da B3 vai trocar o que é na prática um monopólio por uma indústria selvagemente competitiva, desafiada pelos neobanks e fintechs de um lado e as armadilhas de crédito do outro.
Gilson está no comando da Bolsa desde 2017. Antes disso foi managing director do próprio Santander entre 2011 e 2013.
A B3 ainda não definiu o sucessor, mas a bolsa interna de apostas da Bolsa (!) tem Luiz Masagão, o vp de produtos e clientes, como o nome interno mais forte para a sucessão. Masagão, inclusive, também trabalhou no Santander, por 14 anos.
Gilson volta ao banco num momento em que o Santander atinge resultados expressivos no exterior e busca retornos consistentes antes de impostos no Brasil.
Mario, que tem 50 anos, disse a funcionários do banco que quer se desafiar, aplicando sua experiência executiva agora em novas indústrias.
O CEO disse também que a agenda para este ano “segue intacta”, com foco em execução e que o Santander tem um nível de maturidade que permite uma transição tranquila.
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