Dólar hoje registra queda com sinalizações de Israel e atuação do Banco Central.
O dólar hoje recuou 0,59% e encerrou a R$ 5,21 após sinalizações geopolíticas no Oriente Médio e a reação do mercado ao corte da Selic pelo Banco Central.
O dólar hoje apresentou trajetória de queda no mercado brasileiro, encerrando as negociações a R$ 5,2156. O movimento foi influenciado por um alívio nos preços internacionais do petróleo na reta final da tarde, após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar que não atacará a infraestrutura energética do Irã.
A moeda acompanhou o desempenho global, com o índice DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes — operando em queda de 0,85%, aos 99,239 pontos. No cenário doméstico, os investidores digeriram o primeiro corte na taxa Selic desde julho.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 15,00% para 14,75% ao ano na última quarta-feira (18). Embora o corte tenha sido esperado, o comunicado do Banco Central reforçou que o ambiente externo incerto exige cautela, mantendo o Brasil com o segundo maior juro real do mundo.
Simultaneamente, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros nos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O mercado reagiu eliminando as apostas de novos cortes nas taxas norte-americanas para 2026, devido ao temor de novos choques inflacionários.
Pela manhã, o Banco Central do Brasil interveio no mercado para conter a volatilidade do dólar hoje. Foram realizados dois leilões simultâneos, conhecidos como “casadão”, totalizando a venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista e outros US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial reverso.
A operação de swap reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro, teve taxa de corte de 4,4000 e vencimento programado para 1º de abril deste ano.
A cotação do dólar hoje foi diretamente impactada pela coletiva de imprensa de Netanyahu. O líder israelense declarou que, a pedido de Donald Trump, Israel evitará alvos ligados à energia no Irã. A notícia trouxe alívio momentâneo aos preços do barril de petróleo Brent, que chegou a atingir US$ 120 durante a manhã.
Além disso, a emissão de uma licença geral pelos Estados Unidos para a venda de petróleo e derivados da Rússia contribuiu para a redução dos preços internacionais, favorecendo a queda da moeda americana frente ao real.
No radar político, o mercado acompanhou a confirmação de que Fernando Haddad deixará o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo. Dario Durigan foi anunciado para assumir o comando da pasta.
Outro ponto de atenção foi a publicação de uma medida provisória (MP) que endurece as regras sobre o piso mínimo do frete rodoviário, citando que empresas como Ambev, Raízen e Cargill estão entre as que mais descumprem a tabela atual.


