Vladimir Timerman, convocado à CPI por relatar indícios de fraudes no Banco Master, disse que Nelson Tanure era um dos verdadeiros controladores; os 2 têm históVladimir Timerman, convocado à CPI por relatar indícios de fraudes no Banco Master, disse que Nelson Tanure era um dos verdadeiros controladores; os 2 têm histó

Vorcaro era “pau-mandado” de donos do Master, diz gestor da Esh Capital

2026/03/19 09:03
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O gestor de fundos de investimento Vladimir Timerman, da Esh Capital, disse que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, era “pau-mandado” e “um garoto de recados” dos reais proprietários da instituição. O depoimento foi prestado nesta 4ª feira (18.mar.2026), como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, no Senado.

Segundo Timerman, o empresário Nelson Tanure era o verdadeiro comandante da instituição financeira. A assessoria de Tanure negou o relato.

“O meu sentimento é que ele [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara do Master para fazer as conexões políticas”, afirmou Timerman na CPI do Crime Organizado.

Conforme o requerimento da CPI que solicitou o testemunho do empresário, Vladimir Timerman atuou por anos como “importante” delator das fraudes no Master, “mapeando vínculos entre fundos de investimento e empresas offshore quando tais alertas eram tratados como meras excentricidades”.

O depoente disse aos senadores que analisou as mensagens vazadas de Vorcaro e que buscou correlacionar datas de movimentações importantes do banco com as comunicações dele. Timerman mencionou dívidas supostamente assumidas por Vorcaro no valor de R$ 3 bilhões.

“Outra questão de que muito se fala sobre a suspeita de que o Sr. Nelson Tanure é o dono do Banco Master. Eu juntei 3 elementos para mostrar que esse é o caso. Se deu muita atenção às mensagens que foram vazadas do senhor Daniel Vorcaro. Fiz um exercício de procurar as datas em que questões importantes em relação ao banco, movimentações importantes e dívidas supostamente assumidas de Daniel Vorcaro, na monta de R$ 3 bilhões, para ver se tinha alguma menção a isso com a namorada dele. Muito me surpreendeu que não tinha, não tinha uma única menção”, afirmou.

Assista (2min3s):

Timerman criticou o que chamou de “captura” da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Disse também que a Polícia Federal e o Banco Central demoraram a analisar os indícios de fraudes. “Minhas denúncias acerca de Gafisa S.A. (da qual Tanure é acionista) se iniciaram em 2019, até 2021. A Gafisa S.A. é o laboratório de tudo”, afirmou o gestor da Esh Capital, empresa que atua com gestão de investimentos.

Tanure integra o Conselho Administrativo da construtora imobiliária Gafisa desde 2019. A Polícia Federal o apontou como um possível “sócio oculto” do Master em apurações ligadas a Vorcaro. Mensagens vazadas do ex-banqueiro indicam que Tanure o agradeceu pelo envio de um relógio de luxo importado, modelo Duomètre, da marca Jaeger-LeCoultre, avaliado em até R$ 1 milhão.

Tanure nega

A assessoria de Tanure divulgou nota afirmando que o empresário possui décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários. Segundo a nota, Tanure “jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”.

A assessoria declarou que o empresário nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master. Tanure teria mantido com a instituição “apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”. Eis a íntegra da nota (PDF – 45,2 kB).

Poder360 entrou em contato com o escritório de defesa de Daniel Vorcaro, via e-mail, mas não obteve retorno até o momento. Em caso de resposta, o texto será atualizado.

Condenação por crime de perseguição

O conflito entre Timerman e Tanure começou em 2021. Naquele ano, Timerman acusou Tanure de cooptar acionistas minoritários para assumir o controle da Alliar. A empresa de exames médicos, na qual o empresário tem participação, atualmente é conhecida como Alliança Saúde e Participações.

A Justiça de São Paulo condenou Timerman a 1 ano, 10 meses e 15 dias de prisão por perseguição contra Tanure, em decisão ligada ao histórico de conflito entre os 2. O gestor nega ter feito postagens agressivas ou ameaçadoras e o caso está na 2ª instância judicial.

A juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 12ª Vara Criminal do TJ-SP, substituiu a pena por prestação de serviços comunitários, a serem cumpridos durante o período da condenação, com carga horária de 8 horas semanais, além do pagamento de 36 dias-multa.

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