Ibovespa perde força após fala de Powell e fecha em queda mesmo com petróleo em altaO Ibovespa até tentou sustentar o terceiro dia seguido de recuperação nesta Ibovespa perde força após fala de Powell e fecha em queda mesmo com petróleo em altaO Ibovespa até tentou sustentar o terceiro dia seguido de recuperação nesta

Ibovespa perde força após fala de Powell e fecha em queda mesmo com petróleo em alta

2026/03/19 06:44
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Ibovespa perde força após fala de Powell e fecha em queda mesmo com petróleo em alta

O Ibovespa até tentou sustentar o terceiro dia seguido de recuperação nesta quarta-feira (18), mas o discurso mais duro do Federal Reserve mudou o rumo do mercado ao longo da tarde e levou o índice de volta ao campo negativo. No fechamento, a bolsa brasileira caiu 0,43%, aos 179.639,91 pontos.

O movimento foi marcado por uma virada clara de humor: o índice chegou a subir 0,63%, na máxima de 181.550 pontos, pouco antes da decisão de juros nos Estados Unidos, mas perdeu força após a coletiva de Jerome Powell, que pressionou os mercados globais.

Na semana, o índice ainda acumula alta de 1,12%, mas segue em queda de 4,85% em março. No ano, avança 11,49%.

Fed mantém juros, mas discurso pesa

O Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, decisão amplamente esperada pelo mercado. O que mudou o jogo, no entanto, foi o tom adotado por Powell.

A sinalização de que os cortes podem demorar mais e, em um cenário extremo, até dar lugar a uma nova alta de juros, elevou a cautela dos investidores.

Para Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos: “O ponto central esteve menos na decisão e mais na mensagem. O Fed reforçou que ainda não vê espaço para antecipar um ciclo mais intenso de cortes.”

A leitura ganhou força ao longo da tarde e contaminou os mercados globais, especialmente após Powell destacar que a inflação ainda não mostrou melhora suficiente.

Petrobras (PETR4) sobe, mas não evita queda do índice

Mesmo com a pressão externa, ações ligadas ao petróleo ajudaram a limitar as perdas do índice.

Com o Brent avançando quase 4%, a US$ 107, Petrobras (PETR3) subiu 1,77% e Petrobras (PETR4) avançou 1,34%.

Por outro lado, o peso das blue chips puxou o índice para baixo.

Vale (VALE3) caiu 2,32%, enquanto bancos também recuaram, com destaque para:

Santander (SANB11): -1,50%
Itaú (ITUB4): queda superior a 1%
Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3): perdas próximas de 1%

Entre os destaques positivos, Eneva (ENEV3) disparou 15,08%, seguida por Copel (CPLE6) (+5,56%) e Prio (PRIO3) (+5,33%). Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3) caiu 4,76% e Yduqs (YDUQ3) recuou 4,62%.

Petróleo e guerra seguem no centro das atenções

O cenário global segue sendo dominado pela combinação de petróleo elevado e tensões no Oriente Médio.

Segundo Alison Correia, da Dom Investimentos:

“O que chama atenção agora é o cenário de pressões inflacionárias com a alta do petróleo, impulsionada pela guerra com o Irã.”

O próprio Fed reforçou esse ponto, ao destacar que os desdobramentos geopolíticos seguem imprevisíveis e podem impactar inflação e crescimento.

Bolsas dos EUA hoje

Em Nova York, os índices reagiram negativamente ao discurso de Powell e fecharam nas mínimas do dia:

Dow Jones caiu 1,63%, aos 38.210 pontos
S&P 500 recuou 1,36%, aos 5.182 pontos
Nasdaq perdeu 1,46%, aos 16.164 pontos

A piora ao longo da tarde reforçou a leitura de que o mercado passa a projetar cortes de juros apenas mais adiante, possivelmente no fim do ano.

Com isso, o Ibovespa volta a mostrar fragilidade mesmo em dias de suporte das commodities, evidenciando que o cenário global, especialmente os juros americanos, segue sendo o principal direcionador de curto prazo para a bolsa brasileira.

Com Estadão Conteúdo

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