A FFU (Futebol Forte União) criou nesta 2ª feira (16.mar.2026) um comitê de negociação para criar uma liga única de futebol com a Libra, o outro bloco comercial dos clubes, e com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Hoje, cada um dos blocos comerciais negocia em separado os direitos de transmissão e publicidade do Campeonato Brasileiro, organizado pela CBF.
A FFU opera com 2 estruturas de governança. Uma delas é o condomínio, formado por clubes e investidores, com gestão conduzida por Gabriel Lima, contratado pela LiveMode, que é proprietária da CazéTV e representa o investidor Sports Media. O outro é a assembleia de clubes, composta apenas pelas agremiações e presidida por Alessandro Barcellos, presidente do Internacional.
A reunião, de início, era para deliberar a entrada do Grêmio na liga. O Goiás, porém, argumentou que a reunião não podia ser deliberativa, já que, segundo o estatuto, uma assembleia desse tipo deveria ser convocada com 8 dias de antecedência. Com isso, o rumo da reunião mudou e passou a tratar da criação do comitê para se aproximar de uma liga unificada.
No documento que será enviado à CBF e à Libra, obtido pelo Poder360, os clubes definiram 3 pontos principais:
O documento defende a superação do modelo atual de 2 blocos comerciais, argumentando que ligas nacionais unificadas geram receitas e oportunidades superiores. O formato vigente, segundo o texto, limita a capacidade de avanço coletivo.
Na FFU estão: Botafogo, Corinthians, Ceará, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Juventude, Mirassol, Sport, Vasco, Atlético-GO, Athletico-PR, Amazonas, América-MG, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cuiabá, CRB, Goiás, Novorizontino, Operário-PR, Vila Nova, CSA, Figueirense, Ituano, Londrina, Náutico, Ponte Preta, Tombense.
Na Libra estão: Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos, Paysandu, Remo, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa. Atlético Mineiro e Vitória já definiram que vão migrar de grupo e passarão a integrar a FFU a partir de 2030.


