O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai receber na 2ª feira (16.mar.2026) o líder da Bolívia, Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, direita), para uma visita oficial. O encontro será no Palácio do Planalto, a partir das 10h. Depois, as autoridades seguem para o Itamaraty, onde participam de almoço.
A visita se dá depois de Lula ter desistido de ir à posse de José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), do mesmo campo político que o boliviano, como presidente do Chile. Paz esteve presente na cerimônia do chileno e defendeu maior integração com os países da América Latina.
Lula foi convidado para a posse por Kast depois de uma reunião bilateral no Panamá. O Planalto avaliava a viagem como um gesto pragmático. A relação entre os 2, embora marcada por diferenças –o chileno defende intervenções internacionais na Venezuela, contrárias à política brasileira– poderia abrir canais de diálogo úteis em outras frentes.
O governo não informou o motivo do cancelamento. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), foi à posse. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem consolidado seu nome como candidato da direita nas eleições presidenciais de outubro.
A Bolívia iniciou um novo ciclo político com a eleição de Rodrigo Paz em 19 de outubro de 2025, depois de quase duas décadas de hegemonia do partido MAS (Movimento ao Socialismo, esquerda).
Pela 1ª vez desde 2006, o MAS ficou fora do 2º turno, depois de o Tribunal Supremo Eleitoral impedir a candidatura de Evo Morales, líder histórico do partido. A Corte alegou irregularidades na habilitação.
Paz tomou posse em 8 de novembro, em meio a uma crise econômica na Bolívia, marcada por escassez de combustível e inflação elevada. As exportações de gás natural, principal fonte de receita do país nos últimos anos, também registravam queda significativa.
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