A Raízen informou que o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da empresa, para renegociar mais de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras. A companhia, controlada pela Cosan e pela Shell, apresentou a solicitação com apoio inicial de credores que representam mais de 40% desse passivo.
Em fato relevante publicado na 5ª feira (12.mar.2026), a Raízen disse que a decisão da Justiça de São Paulo ratificou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de todas as ações e execuções contra a empresa em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial. Eis a íntegra (PDF – 92 kB).
A companhia tem 90 dias para demonstrar ter alcançado o quórum para homologação do plano de recuperação extrajudicial. A declaração foi enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Trata-se do maior pedido de recuperação extrajudicial já feito no país.
O mecanismo permite que a empresa negocie com um grupo específico de credores e depois leve o acordo para homologação pela Justiça. Diferentemente da recuperação judicial, o processo não envolve todas as dívidas da companhia.
A deterioração financeira da companhia nos últimos meses pressionou a estrutura de capital da empresa. A Raízen acumulou prejuízos bilionários e aumento expressivo da dívida depois de anos de investimentos elevados.
Condições climáticas adversas e incêndios em lavouras de cana também reduziram a produção agrícola e pressionaram o caixa da companhia.
A companhia também enfrentou rebaixamentos de classificação de crédito por agências de rating em meio ao aumento do endividamento e à expectativa de reestruturação financeira.
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