As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta sexta-feira (13) em queda. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco, influenciado pela continuidade da guerra no Oriente Médio e pela perspectiva de preços elevados do petróleo por mais tempo.
O cenário reforçou preocupações sobre o impacto na atividade econômica e nas pressões inflacionárias. Com isso, investidores também ajustaram expectativas sobre o rumo da taxa de juros do Federal Reserve (Fed).
Para o banco Barclays, o primeiro corte de juros deve acontecer apenas em setembro — em vez de junho. Outro corte projetado anteriormente para dezembro de 2026 foi adiado para março de 2027.
Segundo a análise, a revisão reflete principalmente a perspectiva de inflação mais elevada, além de riscos adicionais associados ao conflito no Oriente Médio.
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
Na semana, os índices também registraram perdas. Dow Jones desvalorizou quase 2%, enquanto o S&P 500 recuou 1,6%. Nasdaq teve queda de 1,26%.
A inflação medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE) apresentou alta abaixo das expectativas em janeiro na comparação mensal e anual. No entanto, o núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, superou as projeções na leitura anual.
Já a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre mostrou expansão anualizada de 0,7%, abaixo da estimativa inicial de 1,4%.
Entre os destaques negativos do pregão, as ações da Adobe caíram cerca de 8%. O movimento ocorreu após o anúncio de renúncia do CEO da empresa de software, Shantanu Narayen, mesmo após a companhia divulgar resultados trimestrais acima das estimativas.
No setor de varejo, os papéis da Ulta Beauty recuaram 14,2%, também em reação à divulgação de resultados corporativos.
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