Companhia diz que entrada no programa criado por MP depende de regras da ANP sobre preço de referência para operação da subvençãoCompanhia diz que entrada no programa criado por MP depende de regras da ANP sobre preço de referência para operação da subvenção

Petrobras adere ao subsídio do governo para diesel

2026/03/13 22:08
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A Petrobras informou nesta 6ª feira (13.mar.2026) que seu Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel rodoviário no Brasil. A medida foi criada pelo governo federal por meio da MP (medida provisória) 1.340 de 2026.

A MP 1.340 de 2026 também cria uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel para produtores e importadores.

O custo é de R$ 10 bilhões para o Tesouro. O governo não detalhou como fiscalizará se o benefício chegará de fato às bombas, um problema histórico no setor. 

Segundo a estatal, pelo programa ter caráter facultativo e a participação da companhia ser considerada compatível com os interesses da empresa, diante do potencial benefício financeiro associado à iniciativa, a assinatura do termo de adesão dependerá da publicação das regras operacionais pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). 

A assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela ANP relacionados ao preço de referência. Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, afirmou por meio de nota. 

A agência deverá estabelecer os instrumentos regulatórios necessários para definir o preço de referência do diesel e permitir a execução do subsídio.

A subvenção foi anunciada pelo governo federal na 5ª feira (12.mar.2026) como parte de um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta do diesel no país. O mecanismo determina compensação financeira a empresas que comercializam o combustível, de forma a permitir preços mais baixos no mercado interno.

AS MEDIDAS

A iniciativa inclui redução de impostos e criação de subsídio ao combustível, com impacto estimado de R$ 30 bilhões nas contas públicas até 31 de dezembro de 2026.

A medida foi adotada depois da alta do preço do petróleo no mercado internacional, associada à escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O diesel é considerado estratégico para a economia brasileira porque influencia o custo do transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e outros produtos.

Segundo o Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad (PT), as medidas foram desenhadas para evitar que a alta internacional do petróleo se traduza diretamente em aumento de preços no país. 

O plano do governo tem duas ações principais: redução de tributos federais e criação de uma subvenção ao diesel.

2ª MEDIDA

O decreto 12.875 reduz impostos federais sobre o diesel. A estimativa da equipe econômica é que a medida resulte em queda de cerca de R$ 0,32 por litro no preço do combustível.

O impacto fiscal da redução de tributos é estimado em R$ 20 bilhões até o fim de 2026, valor correspondente à perda de arrecadação do governo federal.

Somadas, as duas medidas buscam reduzir em R$ 0,64 por litro o preço do diesel. O custo total das duas medidas será financiado pelo orçamento federal. Na prática, isso significa que os contribuintes arcam com o impacto fiscal de R$ 30 bilhões.

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