O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), despencou 2,55%, perdendo a marca dos 180 mil pontos (179.284,49 pontos) no pregão desta quintO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), despencou 2,55%, perdendo a marca dos 180 mil pontos (179.284,49 pontos) no pregão desta quint

Morning Call: Preocupações com demanda do Petróleo fazem EUA suspenderem sanções à Rússia

2026/03/13 20:41
Leu 10 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em [email protected]

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), despencou 2,55%, perdendo a marca dos 180 mil pontos (179.284,49 pontos) no pregão desta quinta-feira (12), impactado pela forte alta do petróleo no mercado internacional, com o Brent cotado acima de US$ 100, em meio aos conflitos no Irã e bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz.

Para amenizar os impactos no setor de combustíveis brasileiro, o governo anunciou um pacote emergencial com isenção dos impostos de PIS e Cofins sobre o diesel, além da criação de subsídios temporários.

O conjunto de ações deve provocar queda estimada de R$ 0,64 por litro nas refinarias. Desse total, R$ 0,32 virão da isenção de PIS/Cofins e outros R$ 0,32 serão resultado de subvenções diretas ao combustível. O impacto fiscal da iniciativa foi calculado em R$ 30 bilhões.

Além da alta do petróleo, o índice também foi influenciado pelo resultado do IPCA de fevereiro, principal indicador de inflação do país, que avançou 0,70% no mês, superando a expectativa de 0,63% projetada pelo mercado. Com a surpresa inflacionária, a avaliação predominante agora é de um corte mais moderado na taxa de juros, de apenas 0,25 ponto percentual.

Após o desempenho nesta sessão, o Ibovespa acumula queda de 5,03% em março. Apesar da correção recente, o indicador ainda registra alta de 11,27% no acumulado de 2026.

Entre os destaques do pregão, a Petrobras foi a única ação de grande peso no índice a registrar desempenho positivo, com ganhos de 1,45% (ON) e de 0,45% (PN). Já a Vale encerrou o dia em queda de 0,76%, pressionada pelo desempenho das commodities metálicas.

No setor financeiro, as perdas foram mais expressivas. As units do Santander Brasil recuaram 4,44%, liderando as quedas entre os grandes bancos.

Entre os destaques positivos da sessão estiveram a SLC Agrícola, com alta de 4,34%, e a Marfrig, que avançou 3,16%. No extremo oposto do índice, a Yduqs liderou as perdas do dia, com tombo de 14,83%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em alta de 1,61% frente ao real, cotado a R$ 5,24, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco após a escalada do conflito no Oriente Médio.

  • Está com dúvidas sobre suas finanças? Fale agora com a Clara, a assistente virtual do Monitor do Mercado. Iniciar conversa

No cenário internacional, em meio nova escalada e incertezas quanto ao fim dos conflitos no Oriente Médio, os mercados globais se preparam para uma interrupção prolongada no fornecimento do petróleo. As preocupações com a demanda levaram os Estados Unidos a flexibilizarem temporariamente as sanções contra a Rússia.

Washington emitiu uma licença válida por um mês, autorizando países a comprarem petróleo russo e derivados que atualmente estão retidos no mar. A autorização tem validade até 11 de abril. Essa é a primeira vez que os EUA relaxam sanções contra Moscou desde o início da Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Desde o início de março, o petróleo já subiu cerca de 40%, acumulando alta próxima de 70% no ano.

O anúncio também veio um dia após os Estados Unidos informarem a liberação de 172 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. A iniciativa faz parte de um esforço coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE), que pretende injetar cerca de 400 milhões de barris adicionais no mercado global.

Segundo a própria agência, a atual interrupção na oferta representa a maior já registrada na história do mercado mundial de petróleo, ampliando a volatilidade nos preços da energia.

No Brasil, o governo federal também reagiu à pressão sobre os combustíveis. Para equilibrar o impacto fiscal das medidas anunciadas para o diesel — que incluem subvenções e desoneração tributária — a equipe econômica editou uma medida provisória com duração de 120 dias.

A MP estabelece um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, com o objetivo de compensar parte da renúncia fiscal estimada em R$ 30 bilhões decorrente do pacote.

Embora o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha apresentado o conjunto de medidas como fiscalmente neutro, parte do mercado demonstra cautela. A arrecadação com o novo tributo é estimada pelo governo em cerca de R$ 15 bilhões, valor considerado insuficiente por analistas para cobrir integralmente as perdas geradas pelas demais medidas.

A isenção de PIS/Cofins sobre o diesel já foi utilizada em outros momentos de crise no país. Em 2018, durante o governo de Michel Temer, a medida foi adotada para encerrar a greve dos caminhoneiros de 2018.

Mais tarde, em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro também zerou os tributos sobre combustíveis, em meio à disparada dos preços provocada pela guerra na Ucrânia.

Manchetes desta manhã

  • Nova investigação dos EUA abre frente de risco para o Brasil (Valor)
  • Petróleo volta a US$ 100 por barril e defasagem do diesel da Petrobras sobe a 72% (Estadão)
  • 45% dos microempreendedores cogitam virar micro ou pequena empresa, diz Sebrae (Folha)
  • Auditoria no BRB apura falhas de governança que facilitaram compras de carteiras do Master (O Globo)

Mercado global retoma ritmo de queda diante da alta do petróelo

As Bolsas da Europa caminham para a segunda semana seguida de perdas com a escalada da guerra no Oriente Médio. As ações do setor bancário continuam sendo as mais impactadas.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana em queda com a tensão dos conflitos entre EUA e Israel contra o Irã elevando preocupações inflacionárias. Entre os países mais vulneráveis, Japão e Coreia do Sul lideraram as perdas.

O índice Nikkei, do Japão, foi pressionado por queda de mais de 6% da Honda, que previu prejuízo anual por custos de reestruturação no negócio de veículos elétricos.

Em Nova York, os índices futuros ensaiam uma recuperação nesta sexta-feira, enquanto investidores aguardam a divulgação do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) de janeiro, principal indicador de inflação acompanhado pelo Fed.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,20%
  • FTSE 100: -0,15%
  • CAC 40: -0,27%
  • Nikkei 225: -1,16%
  • Hang Seng: -0,98%
  • Shanghai SE Comp: -0,82%
  • Ouro (abr): -0,58%, a US$ 5.096,3 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,43%, aos 100,170 pontos
  • Bitcoin: +2,65% a US$ 72.181,00
  • Investir em café com estratégia profissional é possível — saiba como ativar o Copy Invest do Portal das Commodities.

Commodities

  • Petróleo: opera em queda nesta sexta-feira, mas o Brent segue acima de US$ 100 por barril. O recuo ocorre após os EUA suspenderem temporariamente sanções ao petróleo russo já em trânsito para amenizar a interrupção de oferta causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, medida válida até 11 de abril.
    Ainda assim, analistas do Goldman Sachs projetam que os preços do Brent permaneçam, em média, acima de US$ 100 por barril em março.
    O Brent/maio recua 0,18%, cotado a US$ 100,28 e o WTI/abril cai 1,59%, a US$ 94,21.
  • Minério de ferro: fechou em forte alta de 2,33%, na Bolsa de Dalian, na China, cotado a ⁠US$ 118,13/ton.
    Os futuros do minério de ferro em Dalian subiram pela terceira sessão seguida, impulsionados por preocupações com a oferta após a China ampliar as restrições às cargas da mineradora BHP, após descobrir violações da empresa.
    A decisão intensifica uma disputa contratual que já dura meses com a empresa e ocorre em meio às expectativas de aumento da produção de metal quente nas siderúrgicas chinesas.

Cenário internacional

Nos EUA, o principal destaque da agenda desta sexta-feira é a divulgação do índice de preços de gastos com consumo, o PCE de janeiro, medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), que registrou alta de 0,3%, após avançar 0,4% em dezembro.

Além do PCE, a agenda americana inclui ainda a divulgação do relatório de abertura de vagas de emprego, conhecido como Jolts, e a segunda leitura do PIB do quarto trimestre do ano passado, que apontou crescimento de 0,7%.

No campo político e geopolítico, o governo de Donald Trump avalia suspender temporariamente por 30 dias a chamada Lei Jones, segundo informações da Bloomberg. A norma determina que navios responsáveis pelo transporte de mercadorias entre dois portos americanos sejam construídos e pertencentes a empresas dos Estados Unidos.

No campo comercial, a Casa Branca também anunciou uma nova investigação contra o Brasil e outros 59 países, conduzida pelo Representante Comercial dos Estados Unidos. A apuração busca avaliar possíveis vantagens competitivas consideradas desleais, associadas ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas.

Na Europa, os dados mais recentes reforçam sinais de perda de dinamismo. O Reino Unido informou que sua economia ficou estagnada em janeiro, sem crescimento da atividade no período. O resultado veio abaixo da expectativa de alta de 0,2% projetada por analistas.

No Oriente Médio, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado e poderá ser usado como instrumento de pressão contra os Estados Unidos e Israel, ampliando as preocupações sobre o impacto da crise na oferta global de petróleo.

Cenário nacional

No Brasil, o foco da agenda econômica recai sobre a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, publicada pelo IBGE. A expectativa do mercado é de crescimento interanual de 2,8%, desacelerando em relação à expansão de 3,4% registrada em dezembro. Na comparação mensal, a projeção aponta alta de 0,1%.

Também hoje, o Ministério da Fazenda apresentará a grade de parâmetros macroeconômicos de março, além de estimativas preliminares sobre os impactos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira.

No mercado financeiro, o Banco Central (BC) anunciou para as 9h30 um leilão duplo no mercado cambial. A operação prevê oferta simultânea de dólar à vista e de swap cambial reverso, com valor de até US$ 1 bilhão em cada instrumento.

Segundo analistas ouvidos pela Broadcast, a iniciativa busca aliviar a pressão de curto prazo no cupom cambial, que reflete o custo do juro em dólar no Brasil, após uma redução de liquidez no mercado à vista.

Operadores também apontam que o aumento da aversão ao risco no exterior, diante do avanço das tensões geopolíticas, tem reduzido o fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

  • A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.

Destaques do mercado corporativo

  • Vale: aprovou o cancelamento de 99,8 milhões de ações mantidas em tesouraria, reduzindo o estoque de papéis próprios.
  • GPA: Bonsucex Holding e o empresário Silvio Tini ampliaram participação conjunta para 23,0% do capital ordinário da companhia.
  • Allos: o investidor Alexander Otto vendeu 17,1 milhões de ações na B3 e reduziu sua participação na empresa para 3,4%.
  • Neoenergia: o Conselho recomendou que acionistas aceitem a OPA da Iberdrola para fechamento de capital da companhia.
  • Raízen: a Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial da empresa.
  • Sabesp: comprou fundo cujo principal ativo são ações da EMAE por R$ 171,6 milhões.
  • Telefônica Brasil: acionistas aprovaram redução de capital de R$ 4 bilhões, com restituição de R$ 1,2517 por ação.
  • Neogrid: a Dalpe decidiu prosseguir com a OPA para aquisição de controle e fechamento de capital ao preço de R$ 30,89 por ação.

O post Morning Call: Preocupações com demanda do Petróleo fazem EUA suspenderem sanções à Rússia apareceu primeiro em Monitor do Mercado.

Oportunidade de mercado
Logo de B3 Base
Cotação B3 Base (B3)
$0.000388
$0.000388$0.000388
+0.25%
USD
Gráfico de preço em tempo real de B3 Base (B3)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.