A inteligência artificial está mudando a forma como o mercado investe e, paradoxalmente, pode estar favorecendo empresas da chamada “velha economia”. Esse movimento vem ganhando força entre gestores globais e ficou conhecido como "HALO trade", sigla para Heavy Assets, Low Obsolescence — ativos pesados e com baixa obsolescência tecnológica.
A tese reflete uma mudança na percepção dos investidores diante do avanço acelerado da IA. Em vez de apostar apenas em empresas digitais, cresce o questionamento sobre os múltiplos elevados pagos por negócios que podem ser rapidamente transformados pela própria tecnologia.
Em entrevista ao Janela de Mercado, programa do NeoFeed que dá voz aos principais estrategistas do mercado de ações, Aline Cardoso, head de research e estratégia do Santander, afirma que esse novo olhar tem levado investidores a buscar companhias ligadas à economia real, como infraestrutura, energia, mineração e utilities.
São empresas que fornecem a base física para a expansão da nova economia digital, o que muitos analistas chamam de estratégia de “picks and shovels” da inteligência artificial.
Na avaliação de Aline, o Ibovespa está bem posicionado nesse cenário, justamente por sua forte presença de empresas intensivas em ativos físicos e infraestrutura regulada, o que vem favorecendo a entrada de capital estrangeiro no Brasil.
Assista ao vídeo para descobrir quais as cinco ações eleitas pela estrategista do Santander, considerando a tese HALO.

