O dólar fechou esta quarta-feira (11) praticamente estável, com leve alta de 0,03% frente ao real, a R$ 5,16. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre a duração e os impactos da guerra no Oriente Médio.
Apesar do ambiente externo marcado por aversão ao risco — quando investidores buscam ativos considerados mais seguros —, operadores apontaram que o real apresentou desempenho relativamente resiliente.
No Brasil, uma pesquisa Genial/Quest indicou, pela primeira vez, empate nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de segundo turno para as eleições presidenciais. O levantamento, no entanto, não teve impacto sobre o câmbio.
Nos três últimos pregões, a moeda americana acumulou queda. Na semana, o dólar recua 1,61%, reduzindo o ganho registrado em março para 0,49%.
O mercado de petróleo apresentou forte volatilidade durante o dia. Após registrar queda superior a 10%, os preços voltaram a subir mais de 4%.
O contrato do Brent para maio superou a marca de US$ 90 por barril. A preocupação dos investidores está relacionada ao tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.
Pela manhã, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris de reservas emergenciais, medida que ajudou a conter a escalada dos preços.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou os 99 pontos, com máxima em 99,299 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em março, o indicador acumula alta superior a 1,6%.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de fevereiro veio em linha com as expectativas do mercado. Para a economista Isadora Ribeiro, da AZ Quest, o resultado não altera a expectativa de manutenção dos juros na próxima reunião do Fed.
Segundo ela, o impacto da alta do petróleo ainda não apareceu nos dados mais recentes e deve ser refletido apenas na inflação de março.
Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que o fluxo cambial de março, até o dia 6, ficou negativo em US$ 3,897 bilhões. O resultado foi influenciado pela saída líquida de US$ 6,812 bilhões pelo canal financeiro, que inclui investimentos estrangeiros em ações e títulos.
Em 2026, porém, o saldo permanece positivo em US$ 6,599 bilhões, com entrada líquida de:
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