Integrante da CPI do INSS, senadora afirma que a divulgação das intimidades do fundador do Master desvia atenção dos crimes que precisam ser apuradosIntegrante da CPI do INSS, senadora afirma que a divulgação das intimidades do fundador do Master desvia atenção dos crimes que precisam ser apurados

Exposição da vida privada de Vorcaro é “cortina de fumaça”, diz Soraya

2026/03/08 04:30
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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou na 6ª feira (6.mar.2026) que a exposição da vida privada do empresário Daniel Vorcaro tem servido como uma “cortina de fumaça” que desvia a atenção das investigações conduzidas pela CPMI do INSS.

Em uma publicação no X, a senadora disse que está analisando documentos recebidos pela comissão e que o foco das apurações deve ser os crimes investigados.

Segundo Soraya, a exposição da vida pessoal de Vorcaro e de mulheres citadas no caso não contribui para o avanço das investigações.

“A ampla exposição da vida particular deles torna-se cortina de fumaça para o que realmente importa, os crimes que precisam ser apurados”, afirmou.

Leia:

A senadora também criticou o tratamento dado às mulheres envolvidas nas discussões públicas sobre o caso. Para ela, parte da população ainda tende a tratar o homem como “um grande garanhão”, enquanto julga as mulheres de forma pejorativa.

Soraya integra a CPMI que investiga irregularidades no INSS e afirmou que sua análise está voltada para as provas e documentos reunidos pela comissão.

ENTENDA

Mensagens e documentos obtidos pelo Poder360 da investigação envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, passaram a circular na imprensa e nas redes sociais nos últimos dias. Parte do material inclui conversas privadas, registros de viagens e trocas de mensagens que expõem aspectos da vida pessoal do empresário e de mulheres com quem Vorcaro se envolvia.

Entre os conteúdos divulgados estão diálogos com pessoas próximas e referências a relacionamentos, além de detalhes sobre sua rotina fora do ambiente empresarial.

PRISÃO DE VORCARO

Solto em 28 de novembro, depois de 11 dias preso, Vorcaro voltou a ser detido na 4ª feira (4.mar.2026) na 3ª fase da operação Compliance Zero. A ação apura um grupo apontado pela PF como responsável por monitorar e intimidar adversários de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Leia a íntegra da decisão (PDF – 384 kB).

Ao ser preso, Vorcaro foi levado para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, em cela de isolamento —procedimento aplicado a novos detentos que chegam à unidade. Na 6ª feira (6.mar), por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o empresário foi transferido  para a Penitenciária Federal de Brasília, de segurança máxima. 

Assista ao vídeo da transferência(50s):

Vorcaro apareceu com o cabelo aparado e a barba raspada em fotos oficiais do sistema prisional divulgadas. As imagens mostram o empresário de frente e de perfil, com identificação da Polícia Penal, e foram feitas depois de ele vestir o uniforme padrão –calça bege e camiseta branca– no Complexo Penal II de Guarulhos, em Guarulhos (SP).

O QUE DIZ A PF

A PF (Polícia Federal) afirmou nesta 6ª feira (6.mar.2026) que nenhum relatório sobre as investigações relacionadas a  fraudes do Banco Master continha dados da vida privada ou da intimidade dos investigados.

O comunicado fala que o diretor-geral da PF orientou que a equipe responsável pelas investigações do Master fizesse uma representação para apurar a divulgação indevida das informações sigilosas. 

A nota cita que os materiais apreendidos na investigação foram disponibilizados  apenas para as defesas dos investigados e para os congressistas da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que receberam os  dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo.

“Nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações. Não foram incluídas, portanto, informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados”, afirmou. Leia a íntegra.

A corporação afirmou que não tem competência para editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos. Segundo a nota, as provas ficaram apreendidas com a PF desde novembro e com a PGR (Procuradoria Geral da República), desde janeiro.

“Posteriormente, por decisão do então Ministro Relator do processo, a defesa dos investigados passou a ter acesso à integralidade dessas informações. Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo”, declarou. 

TOFFOLI: MATERIAL NÃO CHEGOU AO STF

O ministro Dias Toffoli declarou na 6ª feira (6.mar) que, enquanto esteve na relatoria das investigações sobre o Banco Master, não teve acesso às informações encontradas no celular do fundador da instituição, Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, ele autorizou a análise dos celulares, computadores e HDs apreendidos, mas afirmou que “nada foi encaminhado ao STF”. Eis a íntegra (PDF – 225 kB) da nota.

Em comunicado, o gabinete recapitulou as decisões tomadas no período em que Toffoli esteve na relatoria do inquérito, de 28 de novembro de 2025 a 12 de fevereiro de 2026. O ministro disse que seu último ato à frente do caso foi determinar que a PF enviasse o material ao Supremo.

Deferi todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. As investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, e nenhum pedido de nulidade foi deferido”, declarou.

Toffoli voltará a se manifestar no caso Master a partir de 13 de março, quando a ordem de prisão preventiva de Vorcaro será analisada pela 2ª Turma do STF. O ministro André Mendonça, que autorizou a 3ª fase da operação Compliance Zero, remeteu a decisão para referendo do colegiado.

O Poder360 procurou a PF para perguntar se gostaria de se manifestar sobre a nota de Toffoli. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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