Polícia Federal está cruzando informações bancárias do filho de Lula com os de outros investigados, como o Careca do INSS e a lobista Roberta LuchsingerPolícia Federal está cruzando informações bancárias do filho de Lula com os de outros investigados, como o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger

PF já está com dados bancários de Lulinha e faz cruzamento de dados

2026/02/27 17:00
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A PF (Polícia Federal) já está analisando os dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, 51 anos, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A corporação está cruzando as informações com as de outros investigados, como o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger. O objetivo é ver como foi o fluxo de dinheiro entre contas bancárias de todos os citados.

A CPI do INSS não sabia, mas a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, como o filho do presidente é conhecido, em janeiro de 2026. O relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça, autorizou. 

Como anteciparam o Drive e o Poder360, a PF já havia tomado a providência antes mesmo da decisão do colegiado que aprovou, na 5ª feira (26.fev), a quebra dos sigilos de Fábio Luís. 

O Poder360 revelou em 4 de dezembro de 2025 que documentos preliminares da apuração da Polícia Federal indicavam que Lulinha pode ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do esquema de desvios de recursos de beneficiários da Previdência Social. O filho do presidente da República nega ter cometido irregularidades.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, disse ao Poder360 na época que as citações a Fábio Luís Lula da Silva em investigações da Polícia Federal eram “fofocas e vilanias” e mais uma tentativa de prejudicar sua família e o governo.

Há indícios de que o responsável pelo pagamento a Lulinha foi o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele está preso desde 12 de setembro de 2025.

Na decisão que autorizou a quebra dos sigilos de Lulinha, o ministro André Mendonça determinou que os provedores de internet nos quais o filho do presidente mantém e-mails preservem os arquivos pelo tempo que for necessário para as investigações.

Mendonça é o relator no Supremo da investigação que apura fraudes de descontos ilegais em pagamentos a beneficiários do INSS. O magistrado chegou ao STF em dezembro de 2021, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro(PL). Além de relatar a investigação do escândalo do INSS, Mendonça cuida do caso do Banco Masterliquidado extrajudicialmente pelo Banco Central e suspeito de ter usado títulos de créditos falsos em seus balanços.

A decisão sobre quebra de sigilos requerida pela Polícia Federal coincide com o período em que o presidente Lula passou a falar mais em público sobre seu filho e a suspeita de fraudes no INSS.

O petista disse em dezembro de 2025: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Depois, em 5 de fevereiro de 2026, afirmou que Lulinha “vai pagar o preço” se estiver envolvido no caso do INSS. “Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’ ”.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem mantido o presidente Lula informado de todos os andamentos da investigação sobre o INSS.

Leia mais sobre Lulinha e INSS: 

  • Filho de Lula recebeu mesada do Careca do INSS, diz testemunha;
  • Indícios da PF contra Lulinha são “fofocas e vilanias”, afirma advogado;
  • Operação da PF cita “R$ 300 mil” em referência a Lulinha;
  • Leia em imagens as mensagens sobre Lulinha no caso do INSS.
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