O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retornou ao patamar dos 188 mil pontos nesta quinta-feira (19) e encerrou o dia em alta de 1,3O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retornou ao patamar dos 188 mil pontos nesta quinta-feira (19) e encerrou o dia em alta de 1,3

Morning Call: Dados de inflação nos EUA e de emprego no Brasil calibram apostas para os juros

2026/02/20 20:23
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retornou ao patamar dos 188 mil pontos nesta quinta-feira (19) e encerrou o dia em alta de 1,35%, aos 188.534,42 pontos, impulsionado pelo resultado do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e pelo fluxo contínuo de capital estrangeiro.

O IBC-Br recuou 0,18% de novembro para dezembro, mas a queda foi menor que a estimada pelo mercado, reduzindo parte das preocupações com o ritmo da atividade no fim de 2025.

Além disso, analistas destacam que o mercado brasileiro segue atraindo investidores estrangeiros, o que tem sustentado o desempenho positivo da Bolsa no acumulado do ano.

Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras ganharam força, encerrando o dia em alta de 2,62% (ON) e 1,67% (PN), acompanhando a alta do petróleo no exterior. Já o setor metálico teve desempenho mais contido, com a Vale em leve alta de 0,2%.

No setor financeiro, os investidores voltaram às compras. Banco do Brasil fechou em alta de 2,48% (ON), enquanto Bradesco avançou 1,83% (ON) e 2,01% (PN).

Entre as maiores altas do dia estiveram Axia Energia (+6,94%) e Hapvida (+6,62%), enquanto na ponta negativa, Pão de Açúcar liderou as perdas, com queda de 9,82%, seguido por Raízen, que recuou 7,46%.

No câmbio, o dólar voltou a cair, fechando o dia em queda de 0,26% frente ao real, cotado a R$ 5,23, movimento influenciado pela entrada de recursos estrangeiros para a Bolsa, segundo analistas.

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No cenário internacional, a agenda econômica destaca dois indicadores decisivos nos Estados Unidos: o PIB do quarto trimestre e o PCE de dezembro, principal termômetro de inflação do Federal Reserve (Fed).

A expectativa para o PCE é de aceleração tanto no índice cheio (0,3%, ante 0,2% em novembro) quanto no núcleo, que exclui itens mais voláteis (0,4%, ante 0,3%). Na comparação anual, o índice cheio deve permanecer em 2,8%, enquanto o núcleo pode subir para 3%.

No mesmo horário sai o PIB americano do quarto trimestre. O consenso aponta para desaceleração do crescimento anualizado para 1,9%, após a forte expansão de 4,4% no trimestre anterior.

O front geopolítico adiciona mais volatilidade ao mercado: o presidente Donald Trump deu um ultimato ao Irã, afirmando que Teerã tem entre 10 e 15 dias para fechar um acordo sobre o programa nuclear. Segundo o The Wall Street Journal, Trump avalia um ataque militar limitado, que poderia ocorrer nos próximos dias, mirando instalações militares ou governamentais iranianas. A ameaça mantém os preços do petróleo em alta.

Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, o governo iraniano classificou a retórica americana como um “risco real de agressão militar” e alertou que poderá considerar bases e ativos dos EUA na região como alvos legítimos em caso de ataque. Teerã afirma que não iniciará guerra, mas responsabiliza Washington por qualquer escalada.

No Brasil, a divulgação da Pnad Contínua trará novos dados sobre o mercado de trabalho, variável-chave para a condução da política monetária. Apesar de o IBC-Br ter vindo melhor que o esperado na véspera, o mercado mantém a aposta de corte de 0,5 ponto percentual da Selic na reunião de março do Copom.

No campo político, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a retomar o fluxo normal das investigações envolvendo o caso Master, revertendo decisão anterior de Dias Toffoli que restringia o acesso às provas da operação Compliance Zero.

Em outra decisão, Mendonça definiu que Daniel Vorcaro não é obrigado a depor na CPI do INSS, tornando facultativa sua presença na oitiva marcada para segunda-feira (23).

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Manchetes desta manhã

  • Previdência fechada tem 233 planos com déficit de R$ 28 bilhões (Valor)
  • Nova tarifa sobre servidores gera críticas do setor e pressiona plano de incentivo a data centers (Folha)
  • BC pode aplicar ‘cartão amarelo’ no BRB caso governo do DF não faça aporte no banco até 31 de março (Estadão)
  • ‘Penduricalhos’ sem fim do Judiciário crescem 43% em um ano e passam de R$ 10 bilhões (O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam em alta, impulsionadas por dados econômicos melhores que o esperado. O PMI Composto de países da Zona do Euro superou as previsões do mercado, reforçando o otimismo dos investidores.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana majoritariamente em queda, pressionados pelas incertezas sobre os juros nos Estados Unidos e pelo aumento das tensões geopolíticas. A exceção foi o índice Kospi, da Coreia do Sul, que subiu 2,31% e renovou recordes, impulsionado pelo otimismo com o mercado local e pela valorização das ações de tecnologia.

Os mercados chineses permaneceram fechados devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Hong Kong (Hang Seng) recuou 1,10% após três dias de pausa, com as techs locais acompanhando as perdas anteriores de seus pares globais.

Os Nikkei, do Japão, fechou em queda de 1,07%, em reação a dados mistos. A inflação caiu ao menor nível em quase quatro anos em janeiro, enquanto a inflação subjacente recuou, mas permaneceu acima da meta do BoJ (2%).

Em Nova York, os índices futuros operam em leve alta nesta sexta-feira (20), na expectativa pelos dados de inflação e pela decisão da Suprema Corte sobre as tarifas comerciais dos EUA.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,2%
  • FTSE 100: +0,64%
  • CAC 40: +0,78%
  • Nikkei 225: -1,12%
  • Hang Seng: fechado por feriado
  • Shanghai SE Comp: fechado por feriado
  • Ouro (abr): +1,06%, a US$ 5.050,2 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,04%, aos 97,884 pontos
  • Bitcoin: +1,99% a US$ 66.159,0
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Commodities

  • Petróleo: Após forte alta na véspera com foco na intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os contratos futuros do petróleo recuam nesta sexta-feira, mas caminham para registrar alta no acumulado semanal.
    O mercado segue alerta diante de um potencial ataque dos EUA ao Irã, caso os dois países não cheguem a um acordo sobre o programa nuclear iraniano, o que deve afetar o fornecimento do produto na região.
    O Brent/abril recua 0,36%, cotado a US$ 71,40 e o WTI/abril cai 0,48%, a US$ 66,08.

Cenário internacional

Nos EUA, além do PIB e do PCE, o mercado também acompanha a divulgação preliminar dos índices de gerentes de compras (PMI) dos setores de serviços e indústria, indicadores que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica.

Ao longo do dia, investidores monitoram ainda discursos de dirigentes do Federal Reserve. Raphael Bostic fala às 11h45, enquanto Alberto Musalem discursa às 17h30, em meio às incertezas sobre os próximos passos da política monetária americana.

No radar político, a Suprema Corte dos Estados Unidos julga hoje a legalidade das tarifas impostas ao Canadá, México e China. Uma eventual decisão contrária ao governo pode representar a maior derrota de Trump desde o retorno à Casa Branca.

O presidente voltou a defender as tarifas, acusando países de “roubarem” os EUA e atribuindo ao protecionismo o crescimento do emprego no setor privado.

Na Zona do Euro, o PMI Composto avançou para 51,9 em fevereiro, ante 51,3 em janeiro, marcando o ritmo mais forte de expansão em três meses e reforçando sinais de recuperação gradual da economia.

no Reino Unido, o PMI Composto subiu para 53,9, atingindo o maior nível em 22 meses, o que indica aceleração mais consistente da atividade no início do ano.

Cenário nacional

No Brasil, os investidores acompanham nesta sexta-feira a divulgação da taxa de desemprego referente ao trimestre encerrado em dezembro, dado relevante para avaliar o ritmo da atividade e os próximos passos da política monetária.

A agenda institucional também prevê encontro às 11h entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor de Regulação do Bradesco, Gilneu Vivan.

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Destaques do mercado corporativo

  • Banco do Brasil – anunciou a distribuição de R$ 400,4 milhões em juros sobre capital próprio (R$ 0,0701 por ação), com pagamento em 11 de março e ações negociadas ex-direitos a partir de 3/3.
  • Vale – deve firmar parceria com a Tata Consultancy Services, na Índia, voltada a iniciativas de combate à extrema pobreza, ampliando sua agenda ESG internacional.
  • Embraer – fechou acordo com a Northrop Grumman para fortalecer a presença do KC-390 Millennium no mercado de defesa dos EUA, com foco em reabastecimento aéreo.
  • CSN – teve o rating rebaixado pela Moody’s de Ba3 para B2, com perspectiva negativa, refletindo elevada alavancagem e necessidade de acelerar venda de ativos.
  • Sabesp – o Governo de São Paulo avalia eventual tarifa de contingência diante do baixo nível dos reservatórios; o Cantareira opera com 33,3% do volume útil.
  • Gol Linhas Aéreas – concluiu OPA de ações preferenciais, adquirindo 75% dos papéis ofertados; após liquidação, controladora terá 99,95% do capital social.

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