Subprocurador solicita medida cautelar para identificar pessoas descritas como “pica das galáxias” que participaram de eventos com restrição de celulares na casSubprocurador solicita medida cautelar para identificar pessoas descritas como “pica das galáxias” que participaram de eventos com restrição de celulares na cas

MP pede ao TCU apuração sobre autoridades em festas sigilosas de Vorcaro

2026/02/20 07:28
Leu 3 min

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) apresentou representação ao Tribunal pedindo a abertura de apuração sobre a participação de autoridades federais dos 3 Poderes em eventos realizados na casa de veraneio do ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Trancoso (BA).

A iniciativa é do subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, que solicita, além da investigação, a adoção de medida cautelar para preservar provas e evitar eventual dissipação de informações. Leia a íntegra do pedido (PDF – 203 kB).

A representação se baseia em reportagens publicadas por veículos de imprensa sobre o caso Master, que relataram a realização de encontros privados, chamados de “Cine Trancoso”, com a presença de autoridades, integrantes do mercado financeiro e membros do meio jurídico classificados como “pica das galáxias”. Segundo as publicações, havia rígido controle de acesso aos eventos, com restrição ao uso de celulares, enquanto o anfitrião mantinha sistema interno de câmeras.

“Que o Tribunal adote as medidas necessárias a identificar as autoridades públicas federais, incluindo procuradores e magistrados, que participaram dos eventos realizados na casa de veraneio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, Bahia, ante indícios de que o envolvimento de autoridades federais de alta cúpula representa um risco sistêmico para a confiança nas instituições públicas”, afirmou Furtado no documento. 

De acordo com o documento encaminhado ao TCU, os vídeos mencionados nas reportagens estariam sob custódia do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, com supervisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e poderiam “envolver figuras de alta relevância do Poder Judiciário, descritas como ‘pica das galáxias’ por um dos executivos com empresa que administrava fundos e que foi liquidada pelo Banco Central” que estejam envolvidos no caso do Banco Master. 

No pedido, o Ministério Público junto ao TCU argumenta que, embora ainda não haja clareza sobre a extensão dos fatos, há indícios suficientes para justificar a apuração formal, sobretudo diante da possibilidade de envolvimento de autoridades federais de alta cúpula. 

Na representação, o subprocurador solicita que o TCU:

  • Identifique procuradores, magistrados e outros agentes públicos federais que tenham participado dos eventos;
  • Verifique se houve uso de recursos públicos ou envolvimento de órgãos federais na promoção ou financiamento das festas;
  • Avalie possíveis impactos financeiros ou administrativos sobre instituições como o Banco do Brasil, o Banco de Brasília e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e social);
  • Adote medida cautelar para requisitar informações, ouvir testemunhas e garantir a preservação de provas;
  • Encaminhe os resultados ao presidente do Congresso Nacional.

O TCU não atua na esfera penal, mas pode investigar a conduta de agentes públicos federais e eventuais reflexos sobre recursos ou instituições públicas. Caso identifique irregularidades administrativas ou dano ao erário, o Tribunal pode determinar providências, aplicar sanções e encaminhar achados a outros órgãos competentes.

Até o momento, o TCU ainda não se manifestou sobre a abertura de processo formal a partir da representação sobre a festa do dono do Master. Há a proposta de arquivamento do processo por parte da área técnica. Mas o relator sequer analisou o processo, logo, não há decisão sobre a questão.

Oportunidade de mercado
Logo de AO
Cotação AO (AO)
$3.798
$3.798$3.798
-1.06%
USD
Gráfico de preço em tempo real de AO (AO)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.