Os agentes do mercado financeiro reduziram pela 6ª reunião consecutiva a estimativa para a inflação de 2026. A mediana das projeções caiu de 3,97% para 3,95%. O BC (Banco Central) divulgou o Boletim Focus nesta 4ª feira (18.fev.2026). Eis a íntegra do relatório (PDF – 919 kB).
A taxa anualizada do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 4,44% em janeiro. O Poder360 já mostrou que os agentes financeiros esperam uma desaceleração em 2026, ficando abaixo de 4% até dezembro.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu que a meta de inflação é de 3,0%. A tolerância é de até 4,5%. A taxa ficou acima deste teto permitido em 22 dos 37 meses do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O BC (Banco Central) implementou um ciclo de reajustes na taxa básica, a Selic, que iniciou em agosto de 2024 e terminou um junho de 2025. No período, o juro-base aumentou de 10,5% para 15% ao ano.
O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou na última reunião, em janeiro, que deverá um corte na taxa Selic no próximo encontro, em março. Economistas ainda avaliam se o início de corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto comercial.
Segundo Boletim Focus, os agentes financeiros esperam uma Selic de 12,25% ao ano em 2026 e de 10,50% em 2027. Não houve mudança nas estimativas em relação à última semana.
As medianas das projeções indicam que o Brasil crescerá 1,80% em 2026 e em 2027. Os agentes financeiros não alteraram as perspectivas em relação ao projetado na semana anterior. Para o dólar, as estimativas seguem as mesmas: R$ 5,50 para 2026 e para 2027.


