A Grayscale, maior gestora de ativos digitais do mundo, protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) o formulário S-1 para converter seu Grayscale Aave Trust em um ETF spot (à vista) de AAVE. A movimentação, confirmada nos registros de fevereiro de 2026, busca listar o produto na NYSE Arca sob o ticker “GAVE”. O AAVE, token nativo de um dos maiores protocolos de empréstimos descentralizados, reagiu positivamente no mercado, sendo negociado próximo à faixa de US$ 160 (aproximadamente R$ 920), sinalizando que o apetite institucional por Finanças Descentralizadas (DeFi) continua crescendo.
Em termos simples, a Grayscale está tentando transformar um fundo fechado (Trust) em um ETF, um produto financeiro mais eficiente e acessível para investidores institucionais e de varejo nos Estados Unidos. Essa estratégia segue o sucesso dos ETFs de Bitcoin e Ethereum aprovados em anos anteriores, mas agora foca nas chamadas “blue chips” do setor DeFi.
O pedido da Grayscale não é isolado; ele faz parte de uma corrida maior por produtos regulados de altcoins. Recentemente, a Bitwise também planejou um ETF spot de Uniswap (UNI), indicando que as gestoras veem valor real nos protocolos que geram receita e possuem utilidade comprovada, além da simples especulação de preço.
Além disso, o momento é estratégico para o protocolo. A decisão da Aave Labs de encerrar a marca Avara e reforçar o foco em DeFi consolidou a percepção de que o projeto está dobrando sua aposta em sua competência principal: ser o banco central das finanças descentralizadas.
O pedido da Grayscale traz detalhes técnicos importantes que diferenciam este produto de tentativas anteriores. A proposta visa oferecer exposição direta ao token, apoiada por uma custódia robusta.
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Para o investidor brasileiro, a aprovação de um ETF nos EUA tem efeitos diretos na liquidez e no preço do ativo nas corretoras locais. A entrada de capital institucional tende a reduzir a volatilidade extrema a longo prazo e aumentar a correlação do AAVE com o mercado tradicional.
É importante notar que o Brasil muitas vezes antecipa tendências ou as segue rapidamente através de produtos na B3. Além disso, a aproximação de gigantes como a BlackRock com protocolos DeFi, como visto no caso da Uniswap, sugere que a fronteira entre finanças tradicionais e descentralizadas está desaparecendo. Se aprovado, o ETF da Grayscale legitima o AAVE como um ativo de classe institucional, o que pode encorajar gestoras brasileiras a oferecerem produtos similares ou aumentarem a exposição em seus fundos multimercado cripto.
Apesar do otimismo, a aprovação pela SEC não é garantida. O regulador americano mantém um postura rígida quanto a tokens que podem ser classificados como valores mobiliários (securities). A taxa de 2,5% proposta pela Grayscale também pode ser um obstáculo para a captação de grandes fluxos se concorrentes como a Bitwise lançarem produtos mais baratos.
Investidores devem monitorar o processo de revisão do formulário S-1 nas próximas semanas. A análise de derivativos sugere que o mercado já começou a precificar uma possível aprovação, mas qualquer atraso regulatório pode causar correções abruptas no preço do token.
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