Pelo menos 11 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assistiram ao desfile da Acadêmicos de Niterói na noite de domingo (15.fev.2026) com o presidente e a primeira-dama Janja Lula da Silva no camarote da Prefeitura do Rio. A escola homenageou a trajetória do petista com 5 setores e 5 carros alegóricos na avenida.
O ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) proibiu na 5ª feira (12.fev) que ministros do 1º escalão do governo desfilassem na agremiação. O Planalto avaliou que havia um risco de desgaste à imagem do presidente em ano eleitoral e recomendou que estivessem em camarotes no sambódromo da Sapucaí.
Eis os ministros presentes:
- Geraldo Alckmin (PSB), Vice-Presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
- Gleisi Hoffmann (PT), ministra de Relações Institucionais;
- Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia;
- Anielle Franco (PT), ministra da Igualdade Racial;
- Camilo Santana (PT), ministro da Educação;
- Alexandre Padilha (PT), ministro da Saúde;
- Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
- Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
- Macaé Maria Evaristo dos Santos (PT), ministra dos Direitos Humanos e Cidadania;
- Frederico Siqueira, ministro das Comunicações;
- Margareth Menezes, ministra da Cultura;
LULA NA SAPUCAÍ
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo sobre Lula: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O mulungu é uma árvore nativa do Brasil, encontrada principalmente na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu nome científico é Erythrina velutina. Pode atingir até 15 metros de altura. A planta produz flores vermelhas de agosto a janeiro, período em que fica sem folhas. A origem do nome vem do tupi “mussungú” ou “muzungú”, com possíveis raízes etimológicas africanas relacionadas ao significado de “pandeiro”.
Fundada em 2018, a escola participou de só 3 carnavais antes de vencer a Série Ouro (antigo Grupo de Acesso), em 2025, e ser alçada ao grupo de elite do carnaval do Rio. Competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro.
Alex Ferro/Riotur – 31.jan.2026
Na imagem, ensaio técnico da Acadêmicos de Niterói em 31 de janeiro de 2026
A oposição criticou:
- Novo – o partido entrou com uma representação no TCU para pedir que a Acadêmicos de Niterói não recebesse o repasse de R$ 1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A área técnica da Corte de Contas se manifestou a favor de barrar os recursos. A decisão final coube ao relator do caso, Aroldo Cedraz, que negou o pedido para suspender o repasse;
- Damares Alves e Kim Kataguiri – a senadora (Republicanos-DF) e o deputado federal (União Brasil-SP) moveram ações contra o presidente por causa do enredo da agremiação. Ambas foram rejeitadas pela Justiça Federal;
- Novo e Kim Kataguiri – ingressaram com um pedido de proibição do desfile. A liminar foi negada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Corte acompanhou o voto da relatora, Estella Aranha, que foi indicada por Lula ao cargo.
A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O Poder360 mostrou, em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Ouça o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói (6min30s):
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