A empreendedora Gabriella Constantino, dona do brechó de luxo Pretty New, disse acreditar que a importância da venda de itens de 2ª mão é fazer a moda circular e as peças não ficarem dentro do armário.
“É o futuro. Quem não vende hoje, eu tenho certeza de que daqui a 10 anos vai vender. As pessoas começam a vender e não param mais. As fornecedoras viram recorrentes e viram clientes também. A grande magia do negócio é quando a cliente se torna fornecedora e a fornecedora se torna cliente. Assim, o ciclo fica completo”, afirmou Gabriella ao Poder360.
O Pretty New começou como um e-commerce em 2014, mas atualmente tem uma loja física em Brasília e outra em São Paulo. Na capital federal, o espaço está aberto há 4 anos e ocupa um andar inteiro de um prédio no Lago Sul.
Em São Paulo, a loja foi aberta há 3 anos e também ocupa um andar inteiro em um prédio no Itaim Bibi. Gabriella decidiu inaugurar o espaço na capital paulista porque muitas pessoas na cidade demonstravam interesse em vender peças de luxo no Pretty New, mas não queriam enviar os produtos por meio de uma transportadora.
Gabriella afirmou que atualmente os brasileiros estão mais abertos à compra de peças de 2ª mão em brechó de luxo e acredita que os motivos disso são “o custo-benefício, a alta do dólar nos últimos anos e a questão da sustentabilidade”.
“Várias pessoas já me falaram que não comprariam uma peça usada, mas hoje compram comigo no Pretty New. É muito gratificante ver que estamos mudando uma cultura, mudando uma forma de consumo e mudando uma consciência”, declarou a empresária.
Gabriella se formou em Internacional Business, em Londres (Reino Unido), em 2013. Retornou ao Brasil em 2014 e abriu o Pretty New naquele ano. “Voltei e falei para minha família que queria ser útil. Meu pai falou para empreender. Comecei a pesquisar e enxerguei que existia um vácuo no mercado, principalmente aqui em Brasília, de brechós de luxo”, disse.
A empreendedora afirmou que frequentava muitos brechós em Londres e sempre teve “um amor” por encontrar uma peça única e antiga. “Eu gosto mais do antigo do que do novo. Eu acho que a peça é muito mais exclusiva e tem menos chance de ter alguém exatamente igual a você”, declarou.
O início foi lento. Gabriella começou com a divulgação de peças no Instagram e para pessoas próximas, como amigas. Pouco depois, ela abriu o site. “A ideia inicial era ser um e-commerce, não era ter loja física”.
A empresária, porém, enfrentou desafios por não ter um espaço físico no começo porque, como eram peças seminovas e de luxo, as pessoas desconfiavam em relação à autenticidade e à qualidade do item.
“O início foi devagar e difícil porque as pessoas tinham muita resistência com o fato de as peças serem de 2ª mão, principalmente as de luxo. As pessoas ficavam desconfiadas se o site era confiável, se a peça era autêntica”, disse Gabriella.
A empreendedora declarou que não fazia uma venda sem que o cliente ligasse ou mandasse mensagem para saber mais informações. “Foi então que eu vi a necessidade de ter um espaço físico e abri um escritório no Lago Sul para receber as clientes”, disse.
Tanto fornecedoras iam até o local entregar peças para vender quanto clientes iam ver pessoalmente produtos que estavam no site. “Naquela época, o site não andava por si só. Eu precisava mostrar os itens pessoalmente”, declarou Gabriella.
A empreendedora afirmou que um grande marco para ela e para a empresa foi quando, depois de 4 anos de Pretty New, a 1ª peça no site foi vendida sem que o cliente entrasse em contato para saber mais informações. “Nesse dia, senti que ia dar certo”.
Assista à entrevista completa (10min35s):
Gabriella Constantino explicou que, para vender no Pretty New, a fornecedora precisa deixar a peça em consignação na loja. Depois da venda, a loja paga o valor combinado em até 30 dias. A comissão do Pretty New vai de 30% a 60%, a depender do valor e da categoria do item.
Saiba mais sobre o Pretty New no site e no Instagram.

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