BoE: desinflação está “intacta”, mas inflação ainda exige política restritiva
O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, afirmou, ao participar de um painel de evento promovido pelo Santander UK, nesta sexta-feira, 13, que o processo de desinflação no Reino Unido está “intacto”, mas ainda não está completo, e “não foi tão rápido nem tão convincente” quanto se esperava. Segundo ele, no entanto, a inflação subjacente voltou a cair, depois de um período de estagnação.
“Por mais que nós estejamos cada vez mais confiantes de que a inflação subjacente alcançará a meta, é preciso manter atenção sobre as perspectivas dos preços. A política monetária deve se concentrar na inflação subjacente”, acrescentou Pill, ao defender que é necessário manter certa restritividade na política.
Para Pill, a inflação subjacente parece estar mais próxima de 2,5% do que de 2% e as expectativas devem diminuir com a desaceleração dos preços.
O economista-chefe do BC britânico ainda considerou que o crescimento no Reino Unido é positivo, embora não seja muito dinâmico. “Não estamos testemunhando um colapso na atividade; os indicadores prospectivos não sugerem que isso seja provável”, considerou.
Em relação à produtividade, Pill destacou que as melhorias são cíclicas e mecânicas, mas descartou que ela volte para níveis anteriores, sem fornecer mais detalhes.
Ele ainda pontuou que não se deve dar atenção “exagerada” aos números do mercado de trabalho, especialmente considerando o ambiente de crescente incerteza.
Com Estadão Conteúdo

