Reguladores chineses orientaram os bancos do país a reduzirem seu portfólio de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo informações da Bloomberg, o motivo é o receito com a volatilidade do mercado e a alta concentração dos títulos nas mãos de instituições chinesas.
A orientação foi feita antes da conversa entre o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), e o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (4.fev.2026). A Bloomberg informou que não se trata de um movimento motivado pelas tensões geopolíticas entre os países, mas uma estratégia de diversificação de mercado.
A instrução foi passada verbalmente aos bancos. As autoridades chinesas não especificaram nenhuma meta em termos de quanto os bancos devem se desfazer dos títulos ou um prazo para esse freio. A diretriz não se aplica às participações estatais chinesas em títulos do Tesouro.
As políticas comerciais de Trump, as críticas ao Federal Reserve –banco central dos EUA– e o aumento de gastos públicos da Casa Branca estão entre as preocupações dos reguladores chineses.
A venda gradual de títulos do Tesouro dos EUA é uma tendência chinesa nos últimos anos. Segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA, a China é a detentora de US$ 682,6 bilhões em títulos norte-americanas. É atualmente a 3ª maior, atrás de Japão e Reino Unidos.
No entanto, esse é o menor valor de títulos em mãos chinesas desde 2008 –ano da última grande crise financeira dos EUA. Os bancos chineses têm cerca de US$ 300 bilhões em títulos norte-americanos, pouco menos da metade do valor total chinês.


