Deputados tentaram articular um acordo para que 580 funcionários da Câmara fossem contemplados pelo projeto que permite que trabalhadores da Casa recebam salários acima do teto do funcionalismo, atualmente de R$ 46.366,19. A proposta foi aprovada no Congresso, mas ficou restrita a 72 pessoas.
A ampliação foi uma reivindicação dos próprios funcionários, que chegaram a pressionar os deputados. Segundo apurou o Poder360, a reclamação era de que a regra que permite furar o teto só vale para os cargos acima de um determinado nível da carreira (FC-4), mas que há muitos outros que fazem funções similares e não seriam contemplados.
A medida, porém, teve resistência de 3 partidos: Novo, Psol e PT. As siglas eram contra elevar a remuneração além do teto para qualquer funcionário, mas, com exceção da legenda presidida por Eduardo Ribeiro, as outras duas acabaram votando a favor do projeto.
A proposta foi aprovada com rapidez. O projeto de lei foi apresentado no fim da manhã de 3ª feira (3.fev) e aprovado na Câmara e no Senado no mesmo dia. Passaram de forma simbólica (quando não há registro de voto) nas Casas, resultado de um acordo entre líderes partidários.
A medida ainda precisa ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para passar a valer. Alguns petistas defendem o veto, mas esse movimento ainda não está consolidado. A decisão dependerá da repercussão dos projetos nos próximos dias.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino suspendeu, porém, esses benefícios pago fora do teto de remuneração estabelecido pela Constituição –os chamados penduricalhos. A decisão será analisada em Plenário físico pelo Supremo em 25 de fevereiro.


