Líderes exaltaram a boa relação entre os países durante videochamada e querem estreitar ainda mais sua parceria ao longo do anoLíderes exaltaram a boa relação entre os países durante videochamada e querem estreitar ainda mais sua parceria ao longo do ano

Putin e Xi Jinping devem se encontrar ao menos duas vezes em 2026

2026/02/06 14:15
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O presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), realizou 2 importantes movimentos diplomáticos na 4ª feira (4.fev.2026), participando de uma cúpula por videoconferência com o presidente russo, Vladimir Putin (independente), e de uma conversa telefônica separada com o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), enquanto Pequim busca se adaptar a uma ordem global cada vez mais fragmentada.

Durante a videoconferência com o líder russo, Xi observou que os 2 encontros realizados ao longo do último ano impulsionaram as relações sino-russas para uma nova fase. Ele destacou a comemoração conjunta dos 2 países do 80º aniversário da vitória contra o fascismo, demonstrando a determinação em defender os resultados da 2ª Guerra Mundial e a justiça internacional.

Xi enfatizou que, com o lançamento do 15º Plano Quinquenal da China neste ano, Pequim buscará uma abertura de alto nível e compartilhará oportunidades de desenvolvimento com a Rússia e o mundo. Observando que este ano marca o 30º aniversário da parceria estratégica de coordenação, Xi defendeu intercâmbios de alto nível mais estreitos e uma colaboração estratégica mais profunda.

Mencionando a crescente turbulência global desde o início do ano, Xi Jinping afirmou que, como integrantes permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a China e a Rússia têm a obrigação de defender o sistema internacional centrado na ONU (Organização das Nações Unidas) e manter a estabilidade estratégica global.

Putin expressou confiança na relação, enfatizando o foco no apoio mútuo à soberania, segurança e desenvolvimento, além de fortalecer os intercâmbios culturais para benefício de ambas as populações.

O líder russo reafirmou a disposição de Moscou em fortalecer a coordenação estratégica junto à ONU, da Organização de Cooperação de Xangai e do Brics. Ele também prometeu apoio à realização da Reunião de Líderes Econômicos da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) na China, em Shenzhen, ainda este ano.

Depois da videochamada, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, disse a jornalistas que a videoconferência durou quase 1h30, descrevendo o ambiente como amigável e o conteúdo substancial.

“Esses contatos se tornaram uma tradição consolidada e estável entre nossos chefes de Estado”, disse Ushakov, observando que esta foi a 6ª chamada telefônica desse tipo antes do Ano Novo Lunar.

De acordo com Ushakov, ambos os líderes concordaram que a parceria abrangente e a cooperação estratégica entre os 2 países atingiram níveis sem precedentes, baseados na igualdade, sem serem direcionadas contra terceiros e sem estarem sujeitas a mudanças de curto prazo.

Moscou também expressou apoio à iniciativa de Pequim de estabelecer uma organização global de cooperação em inteligência artificial. Os 2 líderes também discutiram as relações com os EUA.

Segundo Ushakov, Moscou e Pequim mantêm posições “praticamente idênticas” na maioria das questões internacionais, incluindo sua avaliação da iniciativa do presidente Trump de estabelecer o chamado Conselho de Paz para Gaza.

“Em questões-chave que envolvem interesses nacionais, Rússia e China se apoiam mutuamente”, disse Ushakov. “Diante de desafios externos, como dizem nossos amigos chineses, nossos países estão ‘costas com costas’ e podem contar um com o outro.”

Em relação às interações de alto nível para 2026, Ushakov confirmou que Xi convidou Putin para uma visita oficial à China no 1º semestre do ano, convite que Putin aceitou. Além disso, Putin planeja participar da cúpula da Apec em Shenzhen, em novembro.

Estão previstos também encontros bilaterais à margem de outros eventos internacionais em 2026, incluindo as reuniões da OCS (Organização de Cooperação de Xangai) e do Brics.

Os líderes trocaram opiniões sobre as tensões internacionais, com Ushakov destacando as discussões sérias sobre as situações explosivas em várias regiões.

Ushakov afirmou que o líder chinês expressou apoio às consultas trilaterais russo-americanas-ucranianas em Abu Dhabi sobre o conflito na Ucrânia.

Eles também discutiram as situações envolvendo o Irã, a Venezuela e Cuba. Os líderes defenderam um mecanismo permanente para coordenar as respostas às ameaças emergentes, particularmente em questões sensíveis e de alto risco.

Sobre Taiwan, Putin reafirmou a adesão da Rússia ao princípio de “uma só China”. Os 2 também discutiram a situação de segurança na região Ásia-Pacífico, incluindo suas opiniões sobre as atuais relações sino-japonesas.

Ushakov descreveu a troca de opiniões como cordial e amigável, concluindo com votos mútuos de um feliz ano novo.

As conversas telefônicas consecutivas com os líderes russo e norte-americano se deram apenas 1 dia antes do vencimento do Tratado Novo START entre Washington e Moscou, em 5 de fevereiro.

Assinado em 2010, o tratado limita o número de ogivas nucleares estratégicas implantadas a 1.550. Tendo sido prorrogado uma vez, seus termos determinam que ele expirou na 5ª feira (5.fev).

Em setembro passado, Moscou propôs a Washington uma medida voluntária de autolimitação para estender o limite de ogivas por um ano, mas ainda não recebeu uma resposta formal, segundo Ushakov.

Durante a conversa com Xi, Putin observou que, apesar da complexa situação em torno do Novo START, a Rússia permanece aberta a garantir a estabilidade estratégica por meio de negociações, embora aja com prudência com base em uma análise de segurança abrangente.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 5.fev.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.

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