A Solana segue enfrentando forte pressão de distribuição após uma liquidação intensa, com o preço formando um padrão de cunha descendente no gráfico diário. Essa configuração se assemelha ao movimento registrado no ciclo anterior, que antecedeu uma expressiva recuperação.
Além da simetria técnica, métricas on-chain de avaliação apontam que a SOL pode estar entrando em uma fase de consolidação, já que o ímpeto de queda segue desacelerando.
O índice Valor de Mercado sobre Valor Realizado (MVRV) da Solana está em 0,65, colocando a SOL em nível de subavaliação. Essa é a marca mais baixa desde setembro de 2023 e representa um extremo em quase dois anos e meio. Um MVRV abaixo de um indica que a maioria dos investidores está no prejuízo, situação frequentemente associada a correções nos estágios finais, e não ao início de novas quedas impulsivas.
Historicamente, a manutenção prolongada em patamares como esse reduz a urgência vendedora. Com perdas não realizadas predominando, participantes mudam o comportamento da distribuição para a espera, aguardando uma reversão à média. Esse cenário frequentemente antecede fases de estabilização, mesmo que o preço ainda apresente volatilidade no curto prazo.
Apesar da queda, o comportamento dos investidores revela resiliência em vez de capitulação. Em destaque, o preço realizado da Solana permanece acima do valor à vista, configuração que historicamente coincide com fundos de ciclo. O mesmo padrão foi registrado em março de 2025, quando a SOL entrou em fase de acumulação antes de iniciar a recuperação.
Aquele período foi marcado por rotação, e não por vendas motivadas por pânico.
Movimentações recentes sugerem dinâmica semelhante. De dezembro de 2025 até agora, investidores compraram cerca de 5 milhões de SOL, avaliadas em US$ 455 milhões. A absorção consistente durante a fraqueza aponta para convicção entre participantes de maior porte. No histórico, o acúmulo contínuo em fases de correção deu suporte à reversão da tendência de médio prazo da Solana.
A SOL se encontra negociando próxima de US$ 90, perto do limite inferior da cunha descendente — uma zona de decisão importante. Padrão semelhante foi observado no início de 2025, quando o preço defendeu essa região antes de romper para cima e registrar expansão de 43%. O movimento atual apresenta estrutura compatível com as etapas iniciais daquele período.
A configuração atual aponta para potencial alta de até 31%, com alvo na faixa dos US$ 156. No entanto, a confirmação depende de o preço se recuperar e retomar US$ 104 como suporte para validar o cenário de continuidade positiva. Se o ativo superar US$ 122, o rompimento será confirmado e o comportamento se alinhará aos sinais macroeconômicos e on-chain favoráveis.
Apesar disso, não se pode descartar riscos de queda. Caso a acumulação perca força ou se reverta, a SOL pode perder o patamar dos US$ 83. Uma quebra decisiva abaixo desse nível abriria espaço para US$ 75 ou menos e invalidaria a tese de alta, confirmando a continuidade da trajetória corretiva mais ampla.
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