O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, 68 anos, formalizou nesta 5ª feira (5.fev.2026) o pedido de licença ao presidente da Corte, Herman Benjamin. O Poder360 antecipou que o ministro só pretendia formalizar a licença médica no dia seguinte à sessão extraordinária do pleno. Buzzi é investigado por assédio sexual contra uma jovem de 18 anos em 9 de janeiro de 2026.
Segundo informações do Tribunal, o ministro encontra-se internado em um hospital de Brasília, no Distrito Federal, sem expectativa de alta.
Na 4ª feira (4.fev.2026), o Pleno do STJ, formado pelos 33 magistrados do Tribunal, decidiu abrir um processo de sindicância para apurar o caso. A decisão foi tomada depois de cerca de 2 horas e 40 minutos de deliberação. A reunião foi sigilosa. Segundo apurou o Poder360, Buzzi demonstrou estar abalado.
”O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária, deliberou, por unanimidade, pela instauração de sindicância para a apuração dos fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi”, escreveu o Tribunal em nota. A Corte não especificou quais fatos seriam.
Publicamente, o gabinete do ministro negou as acusações. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou. Buzzi pediu licença médica ao presidente do STJ e está afastado.
De acordo com o relato obtido por este jornal digital, Buzzi negou com veemência as alegações durante a sessão. Disse que só soube pela imprensa. No entanto, ele quase não participou do julgamento que definiu seu futuro na Corte. Ficou poucos minutos na sessão, apresentou sua defesa e saiu da sala do Pleno.
A comissão tem competência para requerer todas as provas e pedir o afastamento do ministro, se for necessário. Agora, Buzzi deve responder no procedimento interno do STJ, disciplinarmente, no Conselho Nacional de Justiça, e criminalmente, em inquérito instaurado pela Polícia Federal que já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal –o relator será o ministro Kassio Nunes Marques.


