O BRB (Banco de Brasília) afirmou nesta 3ª feira (3.fev.2026) ter encontrado “achados relevantes” que poderão ajudar as autoridades nas investigações sobre o Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB.
Em nota, o banco estatal ligado ao governo do Distrito Federal disse que esses achados constam na 1ª etapa de um relatório preliminar entregue pela auditoria contratada pela instituição para confirmar “eventuais atos ilícitos”. O BRB não deu detalhes sobre quais seriam os achados. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 82 kB).
O banco disse que entregou o relatório à PF (Polícia Federal) em 29 de janeiro e ao BC (Banco Central) na 2ª feira (2.fev).
“O BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco”, disse o banco no comunicado.
O BRB fez uma proposta para adquirir o Master em março de 2025. O banco público também pagou cerca de R$ 12 bilhões por carteiras de crédito sem garantia vendidas pela instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro, alvo de investigação por fraudes financeiras.
A liquidação do Banco Master foi decretada pelo BC em novembro de 2025 e a da gestora de investimentos Reag em 15 de janeiro.
A Reag foi alvo em agosto de 2025 da operação Carbono Oculto. A distribuidora é suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e que envolviam a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e outras empresas financeiras.
A empresa é citada nas investigações que envolvem o Banco Master. Segundo relatório do BC repassado ao TCU (Tribunal de Contas da União), fundos administrados pela Reag estruturaram as operações fraudulentas com a instituição financeira em 2023 e 2024.
Os casos revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro via banco público.
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com rentabilidade muito acima da média do mercado.
Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.
Com informações de Agência Brasil


