O índice do dólar americano (DXY) caiu para 95,5 e rompeu uma linha de suporte que sustentava a moeda desde 2011, movimento que historicamente favorece ativos escassos como o Bitcoin (BTC). No mercado cripto, o BTC opera entre US$ 88.117 e US$ 88.905 nesta quarta-feira, com alta de 1,53% projetada para os próximos dias, mirando US$ 89.261. O pano de fundo é macroeconômico: dólar pressionado, juros reais em debate e maior busca por proteção fora do sistema fiduciário.
O DXY mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes. Quando o índice perde suporte relevante, como o nível de 96 — agora rompido pela primeira vez desde 2022 — ativos cotados em dólar tendem a ganhar tração, já que ficam relativamente mais baratos para investidores globais.
Esse movimento importa porque o Bitcoin tem correlação inversa histórica com o dólar. Nas últimas duas vezes em que o DXY caiu abaixo de 96, em 2017 e 2020, o BTC iniciou ciclos de alta expressivos, reforçando a narrativa de reserva de valor digital, tema recorrente em análises sobre dólar e Bitcoin.
No curto prazo, o BTC segue em consolidação após falhar em romper a resistência psicológica de US$ 90.000. No gráfico diário, a média móvel de 50 dias permanece acima do preço, sinalizando viés levemente baixista, enquanto o RSI está abaixo de 50, indicando perda de momentum comprador.
O MACD segue negativo, mas com desaceleração na pressão vendedora, sugerindo possível formação de fundo. O principal suporte está em US$ 86.000, nível defendido várias vezes em janeiro e apontado como zona de acumulação para estratégias de DCA, especialmente relevantes para investidores brasileiros diante da volatilidade do real.
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A quebra do suporte de 15 anos do DXY ocorre em meio a incertezas macro, incluindo comentários recentes do FMI sobre cenários de estresse e especulações de intervenção cambial no Japão. Esse ambiente aumenta o apelo de ativos com oferta limitada, como o Bitcoin e o ouro, tema explorado na comparação entre Bitcoin e ouro em 2026.
Do ponto de vista on-chain, sinais construtivos começam a aparecer. A oferta de BTC em exchanges caiu para a mínima desde 2022, reduzindo a pressão potencial de venda, enquanto a atividade da rede mostra estabilização após meses de retração, dados que reforçam a tese de fundo estrutural.
Apesar do histórico favorável, o rompimento do DXY ainda precisa se confirmar no fechamento mensal abaixo da linha de tendência. Caso o dólar recupere rapidamente o nível de 96, o movimento atual pode se revelar um falso rompimento, frustrando expectativas de alta no BTC.
Além disso, fluxos institucionais seguem sensíveis ao ambiente macro. ETFs de Bitcoin à vista mostraram entradas modestas nas últimas semanas, e uma deterioração mais ampla do apetite por risco pode pressionar o suporte entre US$ 80.000 e US$ 87.000, zona crítica destacada em análises recentes de mercado.
Em síntese, a perda de um suporte histórico do dólar reacende um catalisador macro relevante para o Bitcoin, mas o mercado ainda exige confirmação técnica. Para o investidor brasileiro, o cenário combina oportunidade e cautela: dólar mais fraco globalmente favorece o BTC, mas a gestão de risco segue essencial enquanto o preço não rompe resistências-chave.
Referências externas: análise técnica do dólar e tendências macro
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