O dólar comercial fechou a R$ 5,206 nesta 3ª feira (27.jan.2026), com queda de 1,41%, no menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$ 5,153. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou aos 181.919,13 pontos –alta de 1,79%–, renovando o recorde nominal.
Nas redes sociais, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso comemoraram os resultados e classificaram o desempenho do mercado como “histórico”.
O senador Humberto Costa (PT-PE), 2º vice-presidente do Senado, afirmou que a alta da Bolsa e a queda do dólar tiveram impulso do IPCA-15 abaixo das expectativas. Segundo ele, o cenário indica aumento da confiança na economia e reflete a condução da política econômica do governo.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que os números mostram um país com emprego em alta, inflação controlada e crescimento econômico. Para ele, os indicadores reforçam a avaliação de que a economia apresenta trajetória positiva.
Já o líder do governo no Congresso, Carlos Zarattini (PT-SP), destacou que o dólar fechou no menor valor desde maio de 2024, o que, segundo ele, reforça a percepção de melhora no ambiente econômico.
No cenário doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA-15 desacelerou de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro. O resultado ficou abaixo das estimativas do mercado, próximas de 0,22%.
O BC (Banco Central) afirmou, na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que o mercado de trabalho mostra sinais “incipientes” de desaquecimento, enquanto os vetores inflacionários seguem adversos, sobretudo nos serviços.
O colegiado define a taxa básica de juros, a Selic, na 4ª feira (28.jan.2026). No mesmo dia, o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) também decide sua taxa, hoje no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.
Leonardo Costa, economista do ASA, revisou de 0,33% para 0,30% a projeção do IPCA para janeiro. Disse que os preços de serviços tiveram desempenho melhor que o esperado. Segundo ele, a surpresa positiva veio dos bens industrializados, em especial dos itens de cuidados pessoais, que apresentaram maior volatilidade nos últimos anos.
Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, disse que o IPCA-15 veio em linha com as projeções da empresa, mas com composição menos negativa no grupo de serviços.
Ela afirmou que, apesar disso, o núcleo de serviços segue pressionado e incompatível com a meta. Disse ainda que os bens industriais aceleraram e reverteram a desaceleração vista no fim de 2025. Segundo Mariana, o resultado não altera a projeção anual de inflação, mantida em 4,1%.


