Canetas emagrecedoras (imagem ilustrativa) — Foto: Getty Images
Nesta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e a proibição dos medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, comercializadas nas redes sociais e conhecidas por “canetas emagrecedoras do Paraguai”. A medida vale também para a retatrutida de todas as marcas e lotes.
Segundo a agência, estes produtos não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e usados.
Os produtos foram fabricados por empresas desconhecidas e estão sendo anunciados e vendidos através de perfis no Instagram sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.
Isso quer dizer que por serem produtos de origem desconhecida e irregulares, não há nenhuma garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade. Por isso, não devem ser usados em hipótese nenhuma.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (21).
Em novembro do ano passado, a Anvisa já havia a entrada no país de alguns medicamentos agonistas de GLP-1, as chamadas "canetas emagrecedoras", por não terem registro sanitário na agência, ou seja, não tiveram a qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas no Brasil.
As proibições atingiam T.G. 5 (RE 4.030), Lipoless (RE 3.676), Lipoless Éticos (RE 4.641), Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641) e T.G. Indufar (RE 4.641).
Segundo a Anvisa, as medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares das canetas, inclusive na internet. No Brasil, os medicamentos agonistas de GLP-1 estão sujeitos a prescrição médica, com retenção de receita.
A Anvisa esclareceu ainda que medicamentos sem registro no Brasil só podem ser importados de forma excepcional e para uso exclusivamente pessoal, mediante prescrição médica e o cumprimento de requisitos adicionais. Porém, nos casos em que a Anvisa publica proibição específica, a importação, por qualquer modalidade, também fica suspensa.
Recentemente, uma mulher de 42 anos foi internada em estado grave após usar caneta emagrecedora vendida de forma ilegal. Ela está hospitalizada desde dezembro em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Segundo relatos de parentes, no final de novembro, ela passou a utilizar sem prescrição médica o Lipoless, medicamento proveniente do Paraguai. No mês seguinte foi ao hospital com dores abdominais, com suspeita de intoxicação alimentar. Nos dias que seguiram, porém, ela começou a apresentar perda muscular e desenvolveu insuficiência respiratória e problemas neurológicos. Ela segue internada.


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