Reprodução: CanvaNa segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de +0,01%, valendo R$5,3702, após ter começado o dia cotado a R$5,3689.Reprodução: CanvaNa segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de +0,01%, valendo R$5,3702, após ter começado o dia cotado a R$5,3689.

Dólar Hoje: Aversão ao risco domina mercados com tarifas, geopolítica e ouro em alta

2026/01/21 02:06

Notas de dólar simbolizando a alta demanda pela moeda americana em dezembro.Reprodução: Canva

Na segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de +0,01%, valendo R$5,3702, após ter começado o dia cotado a R$5,3689.

O dólar iniciou nesta terça-feira (20) cotado a R$5,3707.

Acompanhe nossa análise diária.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – terça, 20 de janeiro de 2026

Exterior

  • 04h00 – Alemanha – Índice de preços ao produtor (dez)
  • 04h00 – Reino Unido – Taxa de desemprego (dez)
  • 05h00 – Zona do Euro –  Transações correntes (nov)
  • 07h00 – Alemanha – Percepção econômica (jan)
  • 07h00 – Zona do Euro – Percepção econômica (jan)

 Brasil

  • 11h30 – Banco Central – oferta de até 50 mil contratos de swap cambial (US$2,5 bilhões), em rolagem

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,3634, após ter começado o dia cotado a R$5,3549.

O que influencia o dólar hoje

Os mercados iniciam o dia em clima de cautela diante do agravamento das tensões geopolíticas. A atenção se volta para a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia.

O tema ganha peso adicional com a expectativa em torno da Suprema Corte americana. Investidores aguardam se a Corte poderá julgar ainda hoje a legalidade das tarifas impostas por Trump.

No exterior, o Fórum Econômico Mundial de Davos segue como pano de fundo das discussões. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta terça-feira.

Aversão ao risco domina os mercados internacionais

A manhã é marcada por forte aversão ao risco nos mercados globais. Bolsas operam em queda enquanto metais preciosos avançam, refletindo o aumento da incerteza política e comercial.

As ameaças de Trump de comprar a Groenlândia elevam o risco de retaliação europeia. O movimento adiciona pressão sobre o cenário internacional e afeta o humor dos investidores.

Nesse contexto, o ouro renovou recordes e superou US$4.700 a onça-troy. A alta reforça a busca por ativos de proteção em meio à instabilidade.

Tarifas, Suprema Corte e pressão sobre o Fed

Os investidores acompanham de perto a possibilidade de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas comerciais impostas por Trump. A decisão pode alterar significativamente o cenário de comércio internacional.

O representante comercial Jamieson Greer afirmou que o governo pretende substituir rapidamente eventuais tarifas anuladas por novos tributos. A sinalização mantém o risco elevado.

Em paralelo, cresce a pressão da Casa Branca sobre o Federal Reserve. O início do julgamento da diretora Lisa Cook é monitorado como um teste à independência do banco central americano.

Ásia reage a riscos fiscais e decisões monetárias

Na Ásia, os rendimentos dos títulos japoneses avançaram em meio à preocupação dos investidores com a deterioração do quadro fiscal no Japão. O movimento reflete a reprecificação do risco soberano diante do aumento das incertezas fiscais.

Na China, o banco central optou por manter os juros inalterados, buscando preservar estímulos à economia em um momento de maior fragilidade do ambiente externo. A decisão foi interpretada como um esforço para sustentar a atividade sem ampliar desequilíbrios.

Em conjunto, o desempenho dos mercados asiáticos reforça o tom cauteloso observado globalmente. A combinação de riscos fiscais, geopolíticos e comerciais segue limitando o apetite por ativos de risco.

Cenário externo amplia cautela sobre o Brasil

O ambiente externo mais cauteloso tende a se refletir no sentimento em relação ao Brasil. A piora do humor internacional aumenta a sensibilidade do mercado doméstico aos movimentos vindos do exterior.

Nesse contexto, a dinâmica cambial ganha relevância. Um dólar mais fraco frente à maioria das moedas pode favorecer o real, mesmo em um cenário de avanço dos rendimentos dos Treasuries.

Os agentes econômicos acompanham com atenção os desdobramentos geopolíticos e institucionais no exterior. A dependência do Brasil ao ambiente internacional reforça a postura mais prudente ao longo do dia.

Caso Banco Master e risco sistêmico no radar

A crise do banco Master voltou a ser tema de discussões no Fórum Econômico Mundial de Davos. Participantes avaliam que o banco tem tamanho irrelevante para gerar um problema sistêmico.

Ainda assim, houve aumento da cautela com possível contágio ao Banco de Brasília (BRB). A instituição comprou parcela relevante de ativos do Master após a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro.

O BRB divulgou comunicado reafirmando sua solidez. O banco destacou que possui suficiência patrimonial e segue operando de forma estável.

Oportunidade de mercado
Logo de AO
Cotação AO (AO)
$5.044
$5.044$5.044
+0.33%
USD
Gráfico de preço em tempo real de AO (AO)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.