O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou impor “tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses”, para pressionar o presidente da França, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), a aderir ao Conselho da Paz, criado para supervisionar a Faixa de Gaza e que depois se expandiria para lidar com outros conflitos.
A iniciativa, que será presidida por Trump, levantou questões sobre o custo financeiro e o impacto sobre a atuação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo a agência Reuters, uma fonte próxima a Macron afirmou que ele pretende recusar o convite para participar.
Quando questionado sobre a possível posição de Macron, Trump disse: “Ele disse isso mesmo? Bem, ninguém o quer porque ele estará fora do cargo muito em breve”. “Vou impor uma tarifa de 200% sobre seus vinhos e champanhes e, assim, ele vai aderir, mas ele não precisa”, afirmou o presidente norte-americano.
Um assessor de Macron disse à Reuters que o Palácio do Eliseu está a par das declarações de Trump e que as ameaças de tarifas sobre bebidas francesas para influenciar a política externa de um 3º país são inaceitáveis.
Nesta 3ª feira (20.jan.2026), Trump também divulgou uma conversa privada com Macron, em uma publicação na plataforma Truth Social. Na mensagem, o presidente francês diz não compreender as ações de Trump em relação à Groenlândia. “Estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irã. Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas”, disse Macron, na conversa.
O presidente francês também convidou Trump para jantar em Paris na noite de 5ª feira (22.jan). O republicano, no entanto, não publicou a sua resposta.
A criação do Conselho da Paz integra a 2ª fase do plano apresentado pelos EUA para encerrar o conflito em Gaza. O órgão terá como atribuições supervisionar o desarmamento do Hamas, coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza e colaborar para o estabelecimento de um governo pós-guerra no enclave palestino.
O comitê executivo fundador inclui o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Trump convidou mais de 12 países, incluindo Argentina, Paraguai, Turquia, Egito, Canadá e Rússia. O presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, já aceitaram o convite. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, ainda evita assumir o compromisso.
Na 2ª feira (19.jan), Trump também disse que convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para ser membro do conselho.
Leia a lista dos nomeados para o Conselho da Paz:
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Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Escola de Gerontologia Leonard Davis da Universidade do Sul da Califórnia (USC), dos Estados Unidos, indica q