O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, afirmou no domingo (18.jan.2026) ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre a situação de segurança na Groenlândia e no Ártico.
“Continuaremos trabalhando nisso e espero encontrá-lo em Davos ainda nesta semana”, escreveu Rutte no X, referindo-se ao local onde é realizado o Fórum Econômico Mundial. A 56ª edição começa nesta 2ª feira (19.jan) e vai até a 6ª feira (23.jan).
Rutte não entrou em detalhes sobre o conteúdo da conversa com Trump.
A menção à Groenlândia se dá no momento em o governo dos Estados Unidos fala em anexar o território autônomo, que integra o Reino da Dinamarca. Trump tem reiterado o interesse estratégico norte-americano na ilha, localizada em área considerada sensível do ponto de vista militar e geopolítico, sobretudo por sua posição no Ártico.
Também nas redes sociais, o presidente norte-americano afirmou na madrugada desta 2ª feira (19.jan) que a Dinamarca “falhou” em colocar em prática uma recomendação da Otan para afastar uma suposta ameaça da Rússia na região. Ele reforçou o discurso de que os Estados Unidos deveriam assumir um papel mais direto na segurança do território.
Na semana passada, França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus enviaram contingentes militares para a Groenlândia a pedido da Dinamarca, em uma tentativa de reforçar a presença de segurança no território. A movimentação levou os EUA a anunciar tarifas de 10% contra 8 países da Otan que enviaram tropas à região, com a sinalização de que a alíquota pode subir para 25% a partir de junho.
O governo norte-americano justificou as tarifas como resposta direta à atuação europeia na Groenlândia.
Em reunião no domingo (18.jan), a UE (União Europeia) passou a avaliar um pacote de retaliação comercial contra os EUA, que pode chegar a cerca de 93 bilhões de euros em tarifas sobre produtos norte-americanos, caso Washington avance com novas sanções comerciais.
Paralelamente às disputas entre governos, a população local também se mobilizou. Milhares de groenlandeses foram às ruas da capital, Nuuk, para protestar contra a possibilidade de anexação do território aos EUA. Os manifestantes rejeitaram publicamente a ideia de mudança de soberania e defenderam o direito de autodeterminação da Groenlândia.
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