O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, pressionado pelo desempenhoO Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, pressionado pelo desempenho

Morning Call: Mercados monitoram possível ataque dos EUA ao Irã; petróleo avança

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, pressionado pelo desempenho negativo do setor financeiro. Ações preferenciais do Itaú recuaram 0,81%, enquanto o Banco do Brasil (ON) registrou perda mais acentuada, de 3,06%, exercendo forte pressão sobre o índice.

Em destaque no Ibovespa, a Petrobras liderou as altas do dia, com ganhos de 3,41% (ON) e 2,57% (PN). As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, impulsionaram o petróleo em Londres e Nova York, com ganhos superiores a 2%, beneficiando as ações da estatal.

Já a Vale, ação de maior peso no índice, fechou em alta de 0,82%, também acompanhando o movimento das commodities no exterior. Entre os destaques individuais, a Hapvida liderou as quedas do pregão, com desvalorização de 8,39%.

Segundo analistas, o cenário externo exerceu maior influência sobre os mercados brasileiros, neste período de agenda mais esvaziada.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em leve alta de 0,06% ante o real, cotado a R$ 5,37, em meio às críticas de Donald Trump ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que somadas aos dados de inflação (CPI), adicionou volatilidade aos mercados internacionais.

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No cenário internacional, dados da balança comercial da China abrem a agenda dos mercados globais, enquanto investidores aguardam os resultados do Bank of America, Citigroup e Wells Fargo antes da abertura de Wall Street. A expectativa vem após a reação negativa ao resultado do JPMorgan nesta terça-feira (13), cujas ações caíram 4%.

Nos Estados Unidos, o foco também recai sobre novos dados econômicos, com a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI), das vendas no varejo e do Livro Bege do Federal Reserve (Fed). A leitura do mercado é de que os indicadores não devem alterar, por ora, a expectativa de início do ciclo de corte de juros previsto para junho.

No front geopolítico, as tensões no Oriente Médio se intensificaram e voltaram a pressionar os mercados. Declarações do presidente Donald Trump elevaram o alerta para uma possível intervenção dos EUA no Irã, impulsionando o petróleo e reforçando o movimento de aversão ao risco. O Departamento de Estado norte-americano recomendou que cidadãos americanos deixem imediatamente o país, orientando a saída por terra, via Turquia ou Armênia.

Nesta terça-feira, Trump afirmou ter suspendido contatos com autoridades iranianas e incentivou a população a continuar se opondo ao regime dos aiatolás, dizendo que “a ajuda está a caminho”, sem detalhar o que isso significaria. Segundo o Wall Street Journal, os EUA avaliam uma combinação de sanções econômicas e ações cibernéticas para pressionar o Irã, enquanto países do Golfo alertaram contra uma ação militar.

Na mesma linha, nações árabes sinalizaram que não cederão seu espaço aéreo nem apoiarão eventuais ataques na região.

No Brasil, a agenda desta quarta-feira (14) inclui a divulgação da primeira pesquisa eleitoral Quaest para a corrida presidencial de 2026, com dados sobre a avaliação do governo Lula e o cenário para os principais pré-candidatos ao Planalto.

Na frente fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo cumpriu, pelo terceiro ano consecutivo, a meta de resultado primário. As contas públicas de 2025 fecharam com déficit de 0,48% do PIB, considerando os precatórios.

Segundo Haddad, o número ainda é preliminar e, ao excluir itens excepcionalizados pelo Congresso ou decisões judiciais, como a indenização do INSS, o déficit ficaria em torno de 0,17%.

Já no debate sobre o Orçamento de 2026, o governo deve vetar emendas parlamentares que contrariam a legislação e somam entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, segundo apuração do Valor.

O veto deve atingir dispositivos que preveem emendas com localização específica, em desacordo com a regra de que esses recursos devem atender a interesses nacionais. Em 2025, o Executivo adotou procedimento semelhante, com vetos baseados na mesma justificativa.

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Manchetes desta manhã

  • PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes e bloqueia R$ 5,7 bilhões (Valor)
  • Cunhado de Vorcaro é preso tentando embarcar para Dubai em jatinho (Folha)
  • Lula tem até esta quarta-feira para sancionar ou vetar Orçamento de 2026 (Estadão)
  • PF faz buscas em endereços de Nelson Tanure em nova fase da operação que mira o Banco Master (O Globo)
  • Com vetos e bloqueios, emendas parlamentares ficarão em R$ 50 bilhões (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam com desempenho misto em meio à ausência de dados locais e à espera das negociações sobre o futuro da Groenlândia.

No noticiário corporativo, o destaque fica com a BP, que informou perdas por redução ao valor recuperável entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões no quarto trimestre, principalmente ligadas aos negócios de transição energética, além de indicar um desempenho fraco no mercado de petróleo.

Na Ásia, os índices encerraram o pregão majoritariamente em alta, com destaque para o novo recorde em Tóquio em meio às expectativas de que a primeira-ministra Sanae Takaichi possa convocar eleições antecipadas. A exceção foi Xangai, apesar do volume de exportações chinesas acima do esperado.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng marcou alta de 0,56% e além do índice Nikkei, em Tóquio que renovou recorde em alta de 1,61%, em Seul, o índice Kospi avançou 0,65%, marcando a 9ª máxima histórica consecutiva.

Em Nova York, os índices futuros operam em baixa nesta quarta-feira (14), à espera dos balanços de Bank of America, Wells Fargo e Citigroup e da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de dezembro.

Confira os principais índices do mercado:

• S&P 500 Futuro -0,4%
• FTSE 100 +0,3%
• CAC 40 +0,3%
• Nikkei 225 +1,6%
• Hang Seng +0,6%
• Shanghai SE Comp. -0,3%
• MSCI World +0,1%
• MSCI EM +0,4%
• Bitcoin +1% a US$ 95.042,63

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Commodities

  • Petróleo: preços oscilam após a forte alta da sessão anterior, impulsionada por temores de interrupções no fornecimento no Irã, enquanto o mercado avalia dados de estoques nos EUA.

    Segundo o API, os estoques de petróleo bruto subiram 5,3 milhões de barris na última semana, acima da expectativa de alta de cerca de 2 milhões. Os estoques totais de petróleo avançaram 8,2 milhões de barris, enquanto os de destilados cresceram 4,3 milhões de barris. Agora, a atenção se volta aos dados oficiais da Administração de Informação de Energia (EIA), previstos para esta quarta-feira (14).

    O Brent/março valoriza 0,87%, cotado a US$ 66,04, assim como o WTI/fev, negociado a US$ 61,68 (+0,87%)

  • Minério de ferro: fechou em leve alta de 0,06% em Dalian, na China, cotado a US$ 117,75/ton.

    Em Singapura, os contratos futuros recuam 0,18%, cotados a US$ 108,00/ton e o mercado à vista cai 0,14%, cotado a US$ 107,95/ton.

Cenário internacional

Nos EUA, a agenda de indicadores traz às 10h30 os dados de vendas no varejo de novembro e os índices de preços ao produtor (PPI) de outubro e novembro.

Para o PPI, a expectativa do mercado é de alta de 0,3% tanto no índice cheio quanto no núcleo em novembro. Já as vendas no varejo devem avançar 0,5%, acelerando em relação à estabilidade registrada em outubro, enquanto o núcleo das vendas, que exclui veículos e combustíveis, tende a desacelerar de 0,5% para 0,3%.

Ao longo do dia, investidores também monitoram discursos de dirigentes do Fed e a divulgação do Livro Bege. As falas de dirigentes do Fed começam às 11h50, com Anna Paulson, seguidas por Stephen Miran ao meio-dia. Às 14h, falam Neel Kashkari e Raphael Bostic, e o presidente do Fed de Nova York, John Williams, encerra a agenda às 16h10.

Também entra no radar a divulgação de decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos, prevista para as 12h, que pode definir a legalidade das tarifas adotadas pelo governo.

No Japão, os investidores acompanham as expectativas de uma possível eleição antecipada, que pode ser convocada pela primeira-ministra Sanae Takaichi.

na China, a balança comercial segue em destaque após o país registrar em 2025 um superávit recorde próximo de US$ 1,2 trilhão, impulsionado pela forte expansão das exportações para mercados fora dos Estados Unidos.

Cenário nacional

No Brasil, o dia é de agenda esvaziada, enquanto as pesquisas eleitorais seguem no radar dos investidores. Na véspera, o IBGE divulgou o volume de serviços, que recuou 0,1% em novembro, em linha com as expectativas do mercado. Na comparação anual, o indicador avançou 2,5%, indicando crescimento do setor ao longo de 12 meses.

No caso envolvendo o Banco Master, a Polícia Federal bloqueou em operação nesta quarta-feira R$ 5,7 bilhões e apreendeu R$ 97,3 mil em espécie em nova fase da operação Compliance Zero. Agentes fazem buscas em endereços de Daniel Vorcaro e familiares, inclusive na Faria Lima.

São 42 mandados de busca e apreensão que estão sendo executados em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Entre outros alvos estão o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag. O Monitor do Mercado apurou que Tanure não estava em casa no momento da operação. Ele é acionista das empresas Light, Alliança Saúde, Gafisa, Prio, Tim Brasil, entre outras listadas na B3.

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), assinou despacho na noite de terça-feira autorizando a área técnica da Corte a inspecionar documentos do Banco Central relacionados à instituição, após a autoridade monetária desistir de recurso. A expectativa é de que a inspeção tenha início ainda hoje.

Paralelamente, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, solicitou que o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, peça as informações sigilosas do caso por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).

Também nesta terça-feira, o Banco de Brasília (BRB) informou que poderá receber aportes do governo do Distrito Federal, comandado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), para cobrir eventuais prejuízos decorrentes da compra de carteiras do Banco Master.

Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público apontam indícios de que a instituição liderada por Daniel Vorcaro teria vendido ao BRB R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes, além de apresentar documentos falsos ao Banco Central para viabilizar a operação.

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Destaques do mercado corporativo

  • Netflix: ações subiram após notícia de que a empresa estuda uma oferta em dinheiro pelos estúdios e ativos de streaming da Warner Bros.
  • MRV: registrou R$ 2,8 bilhões em lançamentos no quarto trimestre, com queda anual de 3%, mas crescimento de 21% frente ao trimestre anterior.
  • Azul: a B3 registrou pedidos de exercício de bilhões de bônus de subscrição, o que pode elevar significativamente o capital social após conversões e emissões.
  • JBS Terminais: a companhia avalia participar do leilão do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, previsto para março.

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