Advogado-geral da Petrobras ficou apenas 11 dias no cargo em 2016; agora é favorito para substituir LewandowskiAdvogado-geral da Petrobras ficou apenas 11 dias no cargo em 2016; agora é favorito para substituir Lewandowski

Wellington César: quem é o ex-ministro de Dilma cotado na Justiça

2026/01/13 22:40

O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, 60 anos, desponta como o favorito para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública depois da saída de Ricardo Lewandowski. O nome tem apoio dos ministros mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já passou pela pasta em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT), quando ficou apenas 11 dias no cargo.

A confiança do presidente em Wellington César se consolidou com a ida do advogado para a cúpula da Petrobras, em julho de 2024. Segundo apurou o Poder360, o convite foi feito por Lula, que apresentou o nome à presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A nomeação reforçou o vínculo de confiança construído durante a atuação do jurista no Palácio do Planalto.

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Nascido em Salvador, Wellington tem mestrado em direito penal e criminologia pela Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro e doutorado pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha (Espanha). Já atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação.

Em março de 2016, Wellington deixou o Ministério da Justiça depois do STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o cargo de procurador no Ministério Público da Bahia. À época, ele optou por permanecer no MP.

De janeiro de 2023 a julho de 2024, Wellington comandou a SAJ (Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos) da Casa Civil. A pasta é responsável não tem status de ministério, mas é um dos órgãos mais importantes do Palácio do Planalto. É responsável pelo Diário Oficial da União e por fazer análises jurídicas de projetos. O secretário despacha diariamente com o presidente da República. Foi assim que Wellington se aproximou do presidente.

Lula deve repetir a estratégia e procurar para ser ministro um perfil próximo a si, como tem feito desde que tomou posse para um 3º mandato.

Wellington já havia sido cotado para assumir o Ministério da Justiça em 2023, quando Flávio Dino foi indicado ao STF. Na ocasião, o nome do ex-procurador ganhou tração entre aliados do governo, mas acabou não sendo escolhido. Ricardo Lewandowski assumiu a pasta em janeiro de 2024.

Apoio baiano

A indicação de Wellington é defendido pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e nomes como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

Wellington tem uma relação próxima com Wagner. O senador o nomeou, quando era governador na Bahia (2007-2014), para procuradoria-geral de Justiça do Estado. Nesta 2ª feira (12.jan.2026), o senador afirmou a jornalistas na Bahia que o nome do jurista surge “com uma certa naturalidade” e que ele tem “confiança” e “intimidade” com Lula.

Apesar da movimentação nos bastidores, ainda não se sabe quando será anunciado o próximo titular. Se confirmada a nomeação de Wellington, ele será o 3º titular da pasta no 3º mandato de Lula, além do interino Manoel Carlos de Almeida Neto. A mudança marca a 15ª troca de ministros desde o início da gestão em 2023.

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