Notas de dólar em destaque ilustram a movimentação do câmbio em um dia de maior cautela nos mercados globais
Na quinta-feira (08), o dólar comercial fechou com variação de +0,01%, valendo R$5,3886, após ter começado o dia cotado a R$5,3882.
O dólar iniciou nesta sexta-feira (09) cotado a R$5,3887.
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Na quinta-feira (08), o dólar comercial fechou com variação de +0,06%, valendo R$5,3888, após ter começado o dia cotado a R$5,3852.
O mercado inicia o dia dividido entre dados de inflação no Brasil e indicadores de emprego nos Estados Unidos. O IPCA de dezembro e o payroll concentram as atenções, com impacto direto nas expectativas de juros.
No cenário internacional, decisões institucionais ganham peso. O Conselho da União Europeia avança no acordo bilateral com o Mercosul, enquanto a Suprema Corte dos EUA pode se pronunciar sobre a legalidade das tarifas globais.
A combinação de inflação, mercado de trabalho e política comercial define o tom da sessão. O ambiente segue sensível a sinais de política monetária e a movimentos institucionais relevantes.
As bolsas do Ocidente avançam moderadamente antes da divulgação do payroll nos Estados Unidos. O dado é considerado central para a trajetória dos juros básicos do Federal Reserve.
Para dezembro, a mediana do mercado aponta criação de 60 mil empregos, após abertura de 64 mil vagas em novembro. A leitura ocorre após o maior shutdown da história recente do país.
Os futuros de Nova York operam próximos da estabilidade, refletindo cautela. O mercado evita posições mais direcionais antes da divulgação do relatório.
As bolsas europeias avançam de forma discreta nesta manhã. O movimento é sustentado principalmente pelo setor mineral, após a Rio Tinto indicar retomada de negociações para possível compra da Glencore.
Além do noticiário corporativo, dados econômicos surpreenderam positivamente. A produção industrial da Alemanha cresceu 0,8% em novembro, acima das expectativas do mercado.
Por outro lado, o crescimento das vendas no varejo da Zona do Euro veio abaixo do esperado. O contraste limita ganhos mais expressivos nos principais índices da região.
Na Ásia, a maioria das bolsas encerrou o pregão em alta. O movimento foi impulsionado por ações defensivas, diante do ambiente geopolítico ainda sensível.
Indicadores de inflação ao consumidor na China mostraram leve aceleração. O dado contribuiu para reduzir temores de desaceleração mais acentuada da economia chinesa.
Mesmo com o avanço, o tom segue cauteloso. O mercado asiático também espera pelos desdobramentos globais e os dados de emprego dos Estados Unidos.
No mercado doméstico, a queda de 0,73% do minério de ferro pode provocar correção do Ibovespa na abertura. O índice fechou o pregão anterior próximo dos 163 mil pontos.
Apesar do viés positivo em Nova York, o recuo do minério pesa sobre ações ligadas ao setor. O petróleo opera em alta, mas com impacto limitado sobre o índice local.
O ajuste ocorre em um momento de menor liquidez e maior sensibilidade a dados macroeconômicos. O mercado aguarda novos direcionadores ao longo do dia.
O IPCA de dezembro é o principal dado do dia no Brasil. A mediana das projeções indica aceleração de 0,33%, após alta de 0,18% em novembro, encerrando 2025 em 4,27%.
Também é esperada elevação na média dos núcleos para 0,47%. Apesar disso, a taxa acumulada em 12 meses permanece abaixo do teto da meta de 4,50%.
Com a inflação de janeiro historicamente mais pressionada, o mercado segue atento à comunicação do Banco Central. A maioria das projeções ainda aponta início de cortes da Selic em março.


