IPCA termina 2025 em 4,26% e fica dentro do teto da meta
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal indicador de inflação do Brasil, ficou em 0,33% em dezembro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado de 2025, o indicador ficou em 4,26%.
Após ultrapassar o teto da meta em diversos momentos do ano, o IPCA terminou 2025 abaixo do limite de tolerância de 4,5%. Com isso, a variação para o período de 12 meses encerrado em dezembro foi a menor desde 2018, quando o indicador ficou em 3,75%.
Em dezembro, a variação de 0,33% representa uma aceleração ante a alta de 0,18% registrada em novembro. No entanto, esta é a menor leitura para o último mês do ano desde 2018, quando foi de 0,15%.
De acordo com Matheus Pizzani, economista do PicPay, a inflação deve voltar a acelerar no primeiro trimestre de 2026. Segundo o especialista, a projeção da instituição financeira para a inflação neste ano é de 4,20%.
“O IPCA deve voltar acelerar no primeiro trimestre do ano em função de fatores sazonais relacionados ao consumo de serviços e o impacto dos reajustes de diversos preços administrados, com destaque para a majoração do ICMS sobre combustíveis e o botijão de gás e reajustes das tarifas de transporte público, já aplicadas em capitais com participação relativa elevada no indicador, como São Paulo. Passado este período, a expectativa é que o IPCA volte a apresentar comportamento mais ameno”, destaca ele.
Já o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (5) apontou uma estimativa de 4,06% para o IPCA neste ano, ante 4,05% da semana anterior. O Focus é um relatório semanal que resume as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos.


