Moeda norte-americana recuou 1,18% nesta 6ª feira (2.jan); o Ibovespa, principal índice da B3, opera em quedaMoeda norte-americana recuou 1,18% nesta 6ª feira (2.jan); o Ibovespa, principal índice da B3, opera em queda

Dólar cai para R$ 5,424 no 1º pregão de 2026

2026/01/03 04:39

O dólar comercial caiu para R$ 5,424 nesta 6ª feira (2.jan.2026), que marcou o 1º pregão dos ativos financeiros de 2026. A moeda norte-americana recuou 1,18%. Atingiu R$ 5,416 na mínima e R$ 5,476 na máxima. O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), registrou queda de 0,36%, aos 160.538 pontos.

Na semana (de 29 de dezembro a 2 de janeiro), o dólar recuou 2,16%. Os agentes financeiros aguardam a próxima semana, que terá a divulgação de dados de atividade econômica dos Estados Unidos. O país norte-americano publicará na 6ª feira (9.jan.2026) o payroll, o relatório com indicadores do mercado de trabalho.

O Poder360 publicou na 3ª feira (30.dez.2025) que o dólar comercial caiu 11,18% em 2025. Essa foi a maior desvalorização da moeda desde 2016.

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) retomou o ciclo de corte dos juros no ano passado. O intervalo caiu para 3,50% a 3,75% ao ano. As taxas mais baixas diminuem o rendimento dos títulos públicos norte-americanos e aumentam o apetite a risco dos investidores.

Além disso, a política comercial dos Estados Unidos fez com que os agentes financeiros e os bancos centrais dos países diminuíssem a exposição de suas carteiras ao dólar.

O aumento do endividamento e a paralisia governamental (shutdown) dos Estados Unidos também movimentaram os ativos.

Ao longo do ano, investidores reagiram a mudanças nas expectativas de juros, inflação, política fiscal e ao ambiente externo, num cenário de incertezas recorrentes. O tarifaço implementado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou a volatilidade.

O BC (Banco Central) elevou a taxa básica, a Selic, para 15% ao ano, em junho, patamar que permanece até hoje. A autoridade monetária defende um aperto monetário prolongado para leva a inflação ao centro da meta, de 3%.

Os investidores também acompanham os dados de atividade econômica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta 3ª feira (30.dez.2025) que a taxa de desemprego cedeu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.

O Banco Central disse que o mercado de trabalho tem demonstrado sinais “incipientes” de desaquecimento. Defende que os “vetores inflacionários” se mantêm adversos e impactam, em particular, a inflação de serviços.

As projeções dos agentes financeiros indicam que o dólar fechará 2026 aos R$ 5,50. As incertezas fiscais estão no radar dos economistas. O Banco Central divulgou nesta 3ª feira (30.dez.2025) que o deficit nominal acumulado em 12 meses do setor público consolidado –formado por união, Estados, municípios e estatais– somou R$ 1,027 trilhão em novembro. A dívida bruta do Brasil subiu para 79% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês passado e superou R$ 10 trilhões.

Os agentes financeiros avaliam que haverá um crescimento dos gastos públicos em 2025 por causa das eleições. A expansão fiscal pode impactar no consumo das famílias e, consequentemente, pressionar a inflação dos serviços. O movimento pode retardar o ciclo de corte de juros e aumentar o custo da dívida pública.

No cenário eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em 1º turno contra todos os outros candidatos da direita testados, incluindo Flávio Bolsonaro, segundo levantamento da Paraná Pesquisas.

O estudo também testou possíveis cenários de 2º turno. O petista aparece empatado com a maioria dos nomes de direita testados. Fica à frente só da senadora Tereza Cristina (PP).

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