As ações da Azul (AZUL54) registram queda acentuada no pregão desta terça-feira (30), após a divulgação do relatório operacional mensal apresentado à Justiça dos Estados Unidos. Às 13h50, os papéis recuavam 9,71% e figuram entre as maiores baixas da B3.
O documento reúne informações financeiras referentes ao período de 1º a 30 de novembro de 2025 e foi protocolado no âmbito do processo voluntário de reestruturação financeira da companhia sob o Chapter 11 — processo equivalente à recuperação judicial.
Durante a manhã, a queda chegou a bater 10%, levando os papéis a leilão por oscilação máxima permitida.
Segundo o relatório, a Azul registrou receita líquida total de R$ 1,817 bilhão em novembro. O resultado operacional ajustado somou R$ 392,1 milhões, o que corresponde a uma margem operacional de 21,6%.
A companhia explicou que os números desconsideram itens não recorrentes relacionados ao processo de reestruturação, prática comum para permitir uma leitura mais fiel do desempenho operacional recorrente.
O Ebitda ajustado — indicador que mede a geração de caixa da operação antes de juros, impostos, depreciação e amortização — alcançou R$ 621,8 milhões no período. A margem Ebitda ajustada foi de 34,2%.
Ao fim de novembro, a Azul possuía R$ 1,348 bilhão em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo. As contas a receber totalizavam R$ 3,749 bilhões.
A empresa ressaltou que os dados são preliminares e não auditados, divulgados com o objetivo de manter o mercado informado sobre a evolução financeira e operacional durante o processo de Chapter 11.
Desde a última terça-feira (23), as ações da Azul passaram a ser negociadas sob o ticker AZUL54. Com a mudança, os papéis agora operam em lote padrão de 10 mil ações, com fator de cotação ajustado.
Na prática, o preço exibido no pregão representa o valor do lote completo, e não mais o valor unitário de cada ação. Assim, a cotação de R$ 2.167 corresponde a um preço unitário de aproximadamente R$ 0,21 por ação, após a divisão pelo novo lote padrão.
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