O Congresso de Taiwan aprovou nesta 6ª feira (26.dez.2025) uma proposta de impeachment contra o líder Lai Ching-te (Partido Democrático Progressista). A justificativa da oposição é que o político do DPP descumpre a constituição ao não sancionar decisões do congresso.
Além do pedido, também foi aprovado um calendário do processo. Ching-te terá duas oportunidades de se defender perante o Congresso e a votação final será em 19 de maio. A mídia taiwanesa repercute a aprovação da proposta como um “gesto simbólico”, pois o placar foi apertado e são necessário ⅔ dos votos do Congresso na votação de maio.
A política na ilha é dominada por 3 partidos. O DPP de Ching-te governa Taiwan desde 2016. A oposição é formada pelo KMT (Kuomitang) e o TPP (Partido Popular de Taiwan). Nas eleições de 2024, Ching-te se elegeu com 40% dos votos, enquanto o KMT recebeu 33,5% e o TPP 26,5%.
Apesar da uma remoção de Ching-te ser considerada improvável, a China acompanha de perto o desenrolar desse processo. O DPP tem uma postura de aversão ao governo central chinês e reforça a necessidade da ilha de estreitar as relações com os Estados Unidos e o Japão.
Nesta semana, 2 políticos japoneses se encontraram com Ching-te. Outro assunto que teve participação do líder taiwanês foi a conclusão da compra de armas dos EUA por US$ 11 bilhões, fechada na semana passada.
No ano passado, o governo chinês chegou a se manifestar contra o candidato, dizendo que Ching-te “empurrará” Taiwan “para longe da paz e prosperidade” e aproximará a ilha “para mais perto da guerra e da recessão”.
Outra notícia que repercutiu nos jornais de Taiwan foi uma declaração da líder do KMT, Cheng Li-wen, de que pretende visitar a China continental no 1o semestre de 2026.
A líder da oposição disse que a realização da viagem depende se o governo chinês a convidará, mas Cheng-li fez uma exigência, só iria para se encontrar pessoalmente com o presidente Xi Jinping (Partido Comunista da China).
Cheng-li também disse que pretende visitar os EUA, também durante o 1º semestre do ano que vem. Afirmou que já recebeu convites de universidades e think thanks norte-americanos.
Ela está no comando do KMT desde outubro deste ano. O partido tem um diálogo maior com o governo chinês do que o DPP e defende uma estratégia de menor militarização nas relações entre as partes.
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